Carlos Tavares: cassinos - difícil reabertura, lavagem impraticável e importação chinesa

PRESIDENTE / CASSINOS

Dias antes do pleito, o presidente-eleito em entrevista/Facebook, considerou uma “mentira desta” a versão de que iria legalizar os cassinos. E acrescentou que “os cassinos aqui no Brasil se tivesse seria uma grande lavanderia. E também para destruir as famílias ...”. No entanto, em maio, em debate na Associação Comercial, no Rio, admitiu a possibilidade de delegar aos Estados a reabertura dos cassinos. O que seria uma boa idéia, como registrado aqui na coluna de junho.

A propósito, sobre essa controvérsia e a absoluta impossibilidade de lavagem de dinheiro em cassinos, entregues às grandes cadeias internacionais, estão claras na reportagem do site BLN de 25/outubro. Nos EUA, líder do setor, afora o conjunto de Las Vegas, existem mais de 2 mil cassinos por todo o país, oferecendo 1,8 milhão de empregos e arrecadação tributária de US$ 40 bilhões (em 2017). Sem lavagem de dinheiro.

LAVAGEM, NÃO

A propalada lavagem de dinheiro em cassinos, no Brasil, é tão impraticável quanto desnecessária. Para começar, segundo legislação já existente (COAF), no recebimento de dinheiro em jogos acima de R$ 10 mil o ganhador fica registrado. Porém, bem mais fácil seria atravessar a fronteira, sem precisar de passaporte, e jogar nos cassinos da Argentina, Uruguai e Paraguai. Ou então, para os interessados com mais recursos, embarcar, em Santos, Rio ou Recife, num dos vários transatlânticos de turismo – todos com magníficos cassinos – que navegam pelo litoral.

De resto, as grandes cadeias hoteleiras internacionais (algumas já no Brasil) que controlam cassinos, jamais iriam permitir operações criminosas. A propósito, os países líderes do turismo – China, EUA e França – mantém esplêndidos centros de cassinos, em Macau, Las Vegas e Monaco, respectivamente. Além desses, outros 138 países da OMT tem cassinos e jogo legalizado. Fora dessa maioria – na linha do atraso e subdesenvolvimento – na Ásia/ África os países islâmicos e na América o Haiti, Cuba e o Brasil.

IMPORTAÇÃO INCENTIVADA

Comprovando que as autoritárias medidas do presidente Trump não surtiram efeito na economia chinesa - cujo PIB até setembro cresceu 6,7%, acima da previsão e melhor índice mundial - realizou-se em Xangai (de 5 a 10 / novembro) a original e inédita 1ª Exposição Internacional de Importação. Com grande sucesso, entre as 2.800 empresas estrangeiras participantes, 87 integraram a delegação brasileira, com destaque para a Grendene (calçados), Penalty (material esportivo), Café Três Corações e Bauducco (bolachas/biscoitos).

A maior parte da delegação foi do setor de bebidas e alimentos, com 60 empresas. Otimista, o presidente da Apex , Roberto Jaguaribe, disse ao Diário do Povo, da China, que "o público vai se encantar com que o Brasil tem para mostrar". A delegação dos EUA tinha 180 grandes empresas. Apesar de Trump.



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