Carlos Tavares: importância dos cassinos, delegação dos portos e o crescimento chinês

BOLSONARO / CASSINOS

Dispõe o presidente Jair de oportunidade única de tornar-se simpático à maioria dos brasileiros, prestando, de fato, relevante serviço ao País, determinando logo a reabertura dos cassinos. Certamente entraria positivamente para história, ao contrário da ex-última dama Dona Santinha Dutra, que ficou famosa pelo infeliz fechamento dos 70 cassinos, com a perda de 50 mil empregos. Fora o incalculável prejuízo à economia de modo geral ( turismo, arrecadação, emprego e hotelaria/comércio), nessas 7 décadas após o nefasto decreto, de 1946.

Nos últimos anos, apesar das Olimpíadas e Copa do Mundo, a presença de turistas estrangeiros não passou de 6,6 milhões/ano, equivalente à quinta parte dos recebidos pelo cassino Venetian, de Macau, com renda de US$ 30 bilhões. Sem cassinos, a meta de 12 milhões de visitantes/2022, do Plano Nacional de Turismo será irrealizável, mas poderá até dobrar com a reabertura.

DELEGAÇÕES

O presidente eleito Bolsonaro, poderia iniciar o seu mandato com duas medidas absolutamente legais e viáveis, que o livrariam de vários importantes problemas, transferidos aos Estados. A primeira seria a delegação para administrar os portos públicos, como já existe satisfatoriamente no Paraná e Rio Grande do Sul, que possuem os melhores complexos do País, Paranaguá e Rio Grande.

A outra seria autorizar a reabertura dos cassinos, se quiserem, possibilidade que até já admitiu, em debate na Associação Comercial / Rio. Essa medida – fundamental para estimular o turismo – ficou mais viável com a significativa não reeleição do senador/pastor/cantor Malta, que liderou a rejeição da proposta de reabertura na Comissão de Justiça. A propósito, sobre a atual situação de Malta, o vice-presidente eleito general Mourão, declarou : “Agora ele é um elefante colocado no meio da sala ...”(Globo)

CHINA AVANÇA

Como sempre, os bons resultados da China são pouco divulgados na mídia local, mas, particularmente, o presidente Jair, além dos ministros Paulo e Ernesto, precisam saber como vai a economia. Pelos resultados até outubro, no ano, o PIB chinês crescerá mais de 6,5%, pouco acima da previsão oficial, melhor índice mundial e três vezes o dos EUA. Nesses dez meses, a indústria/comércio cresceram 5,9%, criando 12 milhões de empregos.

Demonstrando a confiança mundial, os investimentos externos, aumentando 3,3%, alcançaram US$ 107,7 bilhões. A balança comercial subiu 11,3%, atingindo US$ 3,6 trilhões, com exportações crescendo 15,6% e as importações 21,4%. O intercâmbio com os EUA – o maior bilateral do mundo, revelando o pouco (ou nenhum) efeito das medidas retaliatórias de Trump - aumentou 7,4%, chegando a US$ 492 bilhões. O setor privado participa com 90% do comércio, 48% das exportações e 49% dos investimentos.



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