Carlos Tavares: docas sem privatização e também sem políticos e o satélite China-Brasil

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Item fundamental para a economia, os portos – sustentam 95% das exp/imp, além da navegação de cabotagem e turismo – merecem, de fato, especial atenção do super-ministro Paulo Guedes. Na realidade, o setor não vai mal, após a Lei 8630/93, que abrindo a privatização possível (e necessária) propiciou a criação de mais de cem terminais de carga por todo o País. Face às indelegáveis funções de controle/fiscalização/arrecadação, as administrações dos grandes portos públicos, invariavelmente pertencem ao Estado.

Esse quadro, verifiquei em pesquisa pessoal aos maiores portos do mundo, registrado nos livros “Modernização dos Portos” (5ª edição) e “Dez Principais Portos do Mundo”. Que são: Xangai, Ningbo, Singapura e Hong Kong (Ásia), Roterdã, Hamburgo, Antuérpia e Le Havre (Europa). Los Angeles e Nova York (América). Curiosamente, Los Angeles e Roterdã tiveram início semelhante: criados por empresas privadas, depois, com a expansão, passaram para o controle do Estado (ambos municipal). Portanto, ministro Guedes, menos um item para o secretário de Privatizações Salim Mattar (sem trocadilho).

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Para melhorar a situação dos portos duas medidas seriam necessárias, de interesse dos usuários (exportadores/importadores), terminais e, é claro, do País. A primeira seria o afastamento, efetivo e definitivo, de políticos da questão portuária, incluindo o impedimento à indicação de técnicos apaniguados para a direção das administrações (Docas).

A outra seria a delegação aos Estados das administrações dos respectivos portos, com cláusula contra a interferência de políticos. Esse tipo de delegação já funciona muito bem no Paraná e R.G. do Sul, onde situam-se os portos de Paranaguá e Rio Grande, os melhores do País. Não se justifica esse privilégio somente a dois Estados.

SATÉLITE

Realizou-se, em Pequim, simpósio em comemoração ao 30° aniversário da cooperação China-Brasil firmado em 1988. Fruto desse acordo, os satélites lançados – com a alta tecnologia chinesa no nível dos EUA e Rússia – executa da órbita da terra monitoramento ambiental, meteorológico e cartográfico. Com duração de cinco anos, o próximo satélite, o CBRES-4 A – com os novos melhoramentos chineses – será lançado no próximo ano, em substituição ao que está em órbita desde 2014.

Como se vê, além de liderar a importação de produtos brasileiros ( 30% do total ) e os investimentos, a China, também, oferece valiosa colaboração na área espacial. Atenção, presidente Bolsonaro.



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