Carlos Tavares: China, origem da humanidade, estadualização dos portos, religião e cassinos

EUA/CHINA

Na guerra comercial, são constantes as acusações do presidente Trump de que a China copia produtos americanos, chegando até a apresentar queixa à OMC sobre o parceiro de querer “ a dominação global em tecnologia avançada”. Em resposta a China considerou-se apenas “desapontada” com essas acusações sem o menor sentido. A propósito, é bem possível que Trump não saiba das grandes descobertas e invenções chinesas em seus 5 mil anos de história documentada, inclusive os instrumentos básicos utilizados por Colombo em 1492, ao chegar à América (mapas, bússola, velas, leme, etc.).

Já o célebre filósofo inglês Francis Bacon (1561/1626) reconhecia que quatro antigas invenções chinesas – pólvora. bússola, papel e impressão – haviam transformado o mundo. Mais tarde outro inglês, o sábio Joseph Needham, em 1945, publica enciclopédia ( 17 volumes )sobre centenas de descobertas e invenções chinesas “metade sobre as quais repousa o mundo moderno”.

Entre elas encontram-se o petróleo, gás, relógio, arado, pontes, espelho, máquina a vapor, estribo, carvão, papel, bola, futebol, bicicleta, hélice e muitas outras. Segundo a Organização Mundial de Propriedade Intelectual, em 2017, a China registrou 1,38 milhão de inventos/patentes, mais do dobro dos EUA, 607 mil.

PORTOS/POLITIZAÇÃO

Lamentavelmente, a maior parte dos grandes portos públicos sob a administração das Cias Docas, tem sido objeto de barganha política e, assim, alvo da corrupção. Em 2015, negociando a saída do Governo, o PMDB paulista (do então vice Temer), distribuiu as 7 Docas por seis senadores (dois não reeleitos, Rose e Eunício) e a do Rio por dois deputados, Cunha/Picciani, ambos presos.

Portanto, não faz sentido o novo argumento para a privatização baseado nas fraudes somente agora apuradas no porto de Santos. Na realidade as Docas deveriam ter gestão estatizada, ou melhor, estadualizada – e não politizada – passando ao controle do governo dos Estados. A propósito, sob administração estadual (por delegação federal) funcionam muito bem os portos de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), os melhores do País.

Se fraude fosse argumento para privatização de órgão público, até os governos dos Estados estariam sujeitos, particularmente o do Rio de Janeiro, com quatro últimos governadores presos por corrupção.

CASSINOS/RELIGIÃO

Recente nota, publicada no noticiário BNLdata/internet (28/11) criticou documento – da Frente Evangélica (180 parlamentares) – contra a reabertura dos cassinos. Em resumo esse pronunciamento assinala que “a atividade é deletéria e o jogo é um fator de destruição familiar e ensejador da lavagem de dinheiro”.

Certamente os ilustres deputados não sabem que essa grave denúncia atinge quase toda a comunidade internacional, inclusive os vizinhos Argentina, Uruguai e Paraguai, além de dezenas de outros países. Os líderes do turismo, China, EUA e França mantém os cassinos como principal base não-natural dessa atividade, como também países religiosos, como a Itália, Espanha e Portugal. Curiosamente, nessa linha retrógrada proibitiva da legalização dos jogos, além do Brasil, Haiti e Cuba, estão também os países islâmicos.

Porém, para a elite brasileira, como sempre, os cassinos marítimos acabam de reabrir, instalados nos sete magníficos transatlânticos de turismo, no seu tradicional programa de nov/abril pelo litoral. Com arrecadação de tributos, empregos e lucros para outros países.



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