Carlos Tavares: Dória e Porto de Santos, Xi aprova carne e o aumento da cabotagem

DÓRIA/SANTOS

Após proferir bom discurso na posse, o governador Dória ao chegar a Brasília teve pequeno escorregão ao afirmar “que defenderá a privatização do porto de Santos“. Surpreendentemente demonstrou desconhecer que o maior porto do País está na área federal e já tem privatizados os serviços de carga (exportação/importação), entregues a terminais empresariais, como deve ser. Face às indelegáveis funções de controle/fiscalização/arrecadação a responsabilidade de administração pertence ao governo, como em todos os grandes portos do mundo.

O assunto está bem explicado nos meus livros “Modernização dos Portos” e “Dez principais portos do mundo”. Esses portos, que, visitei/pesquisei são: Ningbo, Xangai, Hong Kong, e Singapura (Ásia), Roterdã, Hamburgo, Antuérpia e Le Havre (Europa), Los Angeles e Nova York (América). Vou pedir à Edições Aduaneiras que envie esses livros ao governador. A propósito, o que ele deveria defender, em Brasília, seria a delegação ao seu Estado da gestão dos portos, medida já concedida ao Paraná e R.G. do Sul, possuidores dos melhores complexos do país, Paranaguá e Rio Grande, respectivamente.

CARNE

A entidade dos exportadores de carne (ABIEC), com previsão otimista, admite que, este ano, os embarques do produto vão crescer mais de 10%, alcançando os totais recordes de 1,8 milhão/ton e US$ 7,2 bilhões. Segundo a favorável projeção, a China, longe, a principal importadora, com os 26 frigoríficos agora autorizados a exportar, aumentará as suas aquisições em 31%, chegando a 471 mil/ton e US$ 1,8 bilhão. É claro, tudo dependerá do apoio que o Governo oferecerá, particularmente envolvendo o gigante asiático.

Confiante, o fazendeiro “carniceiro”, Junqueira, informou à coluna que a ministra Tereza Cristina tem plena confiança do setor agropecuário, para conduzir o assunto junto ao presidente Bolsonaro. Do lado chinês não haverá problema, de vez que o presidente Xi, simpaticamente, já classificou a carne bovina brasileira entre “as melhores do mundo”.

CABOTAGEM

O lado favorável da lamentável greve dos caminhoneiros, do ano passado, foi a recuperação da cabotagem, que até setembro já havia registrado crescimento de 15,6%. Finalmente, o empresariado descobriu o óbvio: o transporte marítimo, pelos 10 mil kms de estrada líquida entre os portos de Manaus (AM) e Rio Grande (R.G.Sul) é bem mais seguro e barato que o rodoviário.

É claro que quanto mais usuários, esse importante modal terá melhoria nas condições de serviços/preços. Para informação aí está a Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC), vinculada ao Syndarma.



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