Carlos Tavares: o livro de Boechat, turismo com cassinos e marcas da China

BOECHAT / COPACABANA

Escrito pelo jornalista Ricardo Boechat, o excelente livro Copacabana Palace, lançado em 1999, comemorando os 75 anos desse grande hotel, que com o nome da bela praia colocou a cidade e o Estado do Rio no alto nível do turismo mundial. Entre os famosos artistas que se apresentavam no Golden Room do hotel, ou simplesmente se hospedaram, encontram-se a banda de Tony Bennett, Carmen Miranda, Ginger Roger, Ives Montand, Edith Piaf, Ella Fitzgerald, Orson Welles, Rita Hayworth, Errol Flynn, Nureyev, e outras celebridades como o príncipe Charles e a lady Diana.

Na realidade, esse hotel 5 estrelas reunia dois atrativos básicos para o turismo eficiente: bons programas não só para o decorrer do dia como também para as noites, com magníficos shows e movimentado cassino.

CASSINO

No interessante capítulo sobre o cassino, sempre cheio de gente às noites, Boechat publica dados pitorescos – como as trapalhadas de Benjamim (Bejo) Vargas, irmão do então presidente – e também com informações políticas que, agora poderão ser úteis. Com seu faro jornalístico revela que, sob pressão de Dona Santinha Dutra, o general-presidente fechando os cassinos assinou o Decreto (9.215 de 30/04/1946) que mais parecia um ato administrativo. E que nas considerações do Decreto, sem nenhuma base em pesquisa, cita “a tradição moral, jurídica e religiosa do povo brasileiro, contrária a exploração dos jogos de azar”.

Acrescenta, ainda, que o Decreto fechou 79 cassinos no País, causando desemprego de mais de 40 mil pessoas, encerrando fase áurea do turismo nacional, particularmente na então Cidade Maravilhosa com “uma das noites mais badaladas do mundo”. Face ao brilhante conteúdo dessa obra, sugiro à estimada viúva Veruska a sua reedição, em forma de livro popular, para ampliar e eternizar a contribuição desse grande jornalista que encerrou a afetuosa dedicatória no exemplar que me ofereceu, assinalando: “do irmão Boechat, Rio, 99”.

RECORDES CHINESES

Com a maior população (1,4 bilhão) e também a mais antiga civilização do planeta, com 5 mil anos de história perfeitamente registrada e três mil ainda sob pesquisa, a China aproveita bem a situação, acumulando recordes. Agora, em Jiaxian foi encontrado Zhang Xueli, possivelmente o mais velho homem do mundo, com 117 anos de idade, boa saúde, pai de duas filhas, com 89 e 73 anos.

Nesse pequeno condado da província de Henan, conhecido como “Lar da Longevidade”, vivem 62 pessoas com mais de cem anos. Na imensa população da China praticamente inexiste analfabetos, com somente 4% de alguma religião. O gigante asiático dispõe de cerca de 1 bilhão de trabalhadores e exército com 2,5 milhões de soldados. Tem a China o maior número de professores, médicos e engenheiros, além de 2.700 universidades e 270 milhões de alunos, maior sistema educacional do planeta.



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