Carlos Tavares: o trio mais poderoso, a acusação de Marielle e Codesa, privatização impossível

CHINA/ RÚSSIA/ ÍNDIA

Finalmente, após várias reuniões, foi fechado importante acordo entre essas três potências (atômicas), representando quase a metade da população mundial. Realizada em Wuzhen, na província de Zhejiang, o encontro, de ministros das Relações Exteriores, foi discretamente comandado pelo chinês, Wang Yi, e os outros foram o russo Lavrov e a indiana Sushma.

Ao firmar o acordo, Wang declarou que os três países como importantes potências emergentes devem salvaguardar o sistema da ONU, aprofundar a luta contra o terrorismo e a cooperação em segurança. Fora da pauta, sobre a Venezuela concordaram que a questão deve ser resolvida pelo povo do país, sem intervenção militar externa. Atenção, Donald.

BURRICE É O RACISMO

Com esse duro título, em 1.12.17, foi publicado no Globo excelente artigo de personagem que, assassinada meses depois, dadas as suas características, teve o nome em manchete aqui e no exterior. Mulher, negra e política/vereadora, Marielle Franco, acirrada lutadora contra o racismo, logo no início do artigo menciona as desigualdades sofridas pela sua raça, com 54% da população, mais de 100 milhões de pessoas.

Em certo momento ironiza: “É bom lembrar que os negros fazem parte do tal povo brasileiro”. No final, ao classificar como burrice o racismo, particularmente contra a chegada da mulher negra à institucionalidade, acusa: “Nossa presença assusta o conluio masculino, branco e heteronormativo”.

CODESA, NÃO

Na reunião do BRICS, em 2017, o presidente Temer tentou vender à China a Cia Docas do Espírito Santo – Codesa, que administra o porto de Vitória. Claro, sabendo das dificuldades/impossibilidade de administrar um porto público, os experimentados empresários chineses não se interessaram. Agora, o novo governo procura também desestatizar a Codesa, desta vez passando o abacaxi para o BNDES, presidido pelo prestigiado economista Joaquim Levy.

Como tenho repetido, dadas as atribuições de arrecadação/controle/fiscalização torna-se impraticável passar à empresa privada a gestão de um grande porto, fórmula inexistente no sistema mundial e tentada, sem sucesso, em Los Angeles e Roterdã. Maiores detalhes, Levy poderá ver no meu livro “Dez Principais Portos do Mundo”. Além do mais, todas despesas da empresa ganhadora da privatização – licitação, custo e lucros – serão forçosamente pagas pelos usuários, onerando a exportação.



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