Carlos Tavares: Melhor amigo do Brasil na China virá ao País nos próximos dias



CHEN DUQING

Nos próximos dias, acompanhando missão da televisão chinesa (CCTV), estará no Rio o diplomata Chen Duqing, seguramente o melhor amigo do Brasil no gigante asiático. Grande parte de sua brilhante carreira transcorreu no Brasil, onde foi cônsul-geral no Rio e depois embaixador em Brasília. Sem dúvida, deve-se a Chen boa parte da formação da estrutura de negócios entre os dois países, atraindo o setor empresarial, e que propiciou tornar a China não só o maior parceiro comercial como o principal investidor. Este ano deverá importar cerca de US$ 40 bilhões e produtos nacionais (petróleo, soja, minério, etc) e, até junho, já havia investido mais de US$ 15 bilhões, ajudando a Petrobras e a Vale, adquirindo usinas hidroelétricas e até a CPFL, distribuidora de energia na cidade de São Paulo. Agora aposentado, o embaixador Chen, continua em sua causa predileta como diretor de Estudos Brasileiros da Academia Chinesa de Ciências Sociais, em Pequim.

RESERVAS

Situa-se o Brasil entre os países que mais reservas cambiais possuem, cerca de US$ 370 bilhões, acumulados nos últimos anos, em governos passados. Liderando esse pequeno grupo de nações, encontra-se a China, com US$ 3,2 trilhões, incluindo US$ 1,2 trilhão de bônus do Tesouro dos EUA. Em dezembro passado, a China retirou US$ 500 bilhões desse montante para pagar compromissos do Estado. Levando-se em conta a grave crise atual e que, essas enormes reservas cambiais pertencem, de fato, ao povo brasileiro, talvez fosse interessante o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ou o presidente do Banco Central, em uma de suas freqüentes (e oportunas) entrevistas explicassem qual a finalidade das reservas. Se poderiam pagar despesas internas ou externas do Governo (aviões, foguetes, trens, etc), quando e como deveriam ser utilizadas.

CHINA

Em edição passada, a coluna registrou a notícia publicada no Diário do Povo (maior jornal do mundo, com triagem de 3,5 milhões/dia), sobre a ausência da China entre as prioridades declaradas pelo Ministro das Relações Exteriores, José Serra. Logo depois, porém, em entrevista à agência Xinhua, publicado no jornal, Serra retificou a declaração informando que “a China e os entendimentos comuns sobre grandes temas globais é uma prioridade”. E acrescentou que “pretende atrair capital chinês, em especial na infraestrutura, estradas, energia, portos e aeroportos”. Em seguida, normalizando plenamente a situação, o presidente-interino Michel Temer informou que, caso confirmado no cargo, em setembro chefiará a primeira missão econômica do seu governo, destinada à China, particularmente em busca de mais investimentos.



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