Carlos Tavares: A participação das mulheres no alto nível da política internacional



MULHERES NO PODER

Nos últimos anos, até agora, dois homens vêm reinando como as mais poderosas personalidades do planeta, um negro e o outro comunista, os bons presidentes dos Estados Unidos e da China, Barack Obama e Xi Jinping. No entanto, essas características masculinas poderão mudar com a entrada de mulheres também no alto nível da política internacional. A nomeação de Theresa May para substituir David Cameron como premiê do Reino Unido é um claro sinal dessa evolução feminina. May vai agora discutir os destinos da Europa com a alemã ngela Merkel. Até o fim do ano esse novo quadro poderá ficar ainda mais evidente com a possível (e bem-vinda) eleição de Hillary Clinton. Na China, a bem organizada e influente Federação de Todas as Mulheres tem forte participação na política interna. No governo, a vice-primeira-ministra Liu Yandang representa a China em várias missões internacionais, como, recentemente no 5º Fórum Mundial da Paz, e também na abertura das Olimpíadas, no Rio.

PONTE

Terminou em junho a parte final do arrojado projeto de via rodoviária, totalizando 55 quilômetros – com túnel subaquático de 6,7 km e ponte sobre o mar com 23 km – entre as cidades de Hong Kong, Zhuhai e Macau. Esse megaprojeto denominado Ponte HZM, em fase de conclusão, reduzirá de 4 horas para 45 minutos a viagem de carro entre essas cidades chinesas. Para o grande número de empresários/turistas, inclusive brasileiros, que chegam ao aeroporto internacional de Hong Kong, ficou mais fácil para irem a negócios a Zhuhai ou para jogar nos inúmeros cassinos de Macau.

CANAL DO PANAMÁ

Após mais de nove anos de obras de renovação e alargamento, ao custo acima de US$ 5 bilhões, com a passagem do navio Andronikus, da China Cosco, o canal do Panamá – 77 km ligando o Atlântico ao Pacífico – inicia nova era. Até então podia receber porta-contêiner para 4,5 mil TEUs (unidades de 6,1 metros) e agora o limite subiu para 14 mil TEUs. Porém, como a indústria naval evoluiu mais rapidamente que a expansão do canal, não podem ali navegar os imensos porta-contêineres agora em circulação entre os portos de Roterdã e Xangai, que transportam 20 mil TEUs. Assim, fica mais barato continuar embarcando contêineres para Ásia pelos novos super-navios, não utilizando o canal ampliado e sim a rota habitual.



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