Carlos Tavares: legalização dos jogos de azar tem que ser prioridade para o País



JOGO/ARRECADAÇÃO

A proposta para trazer de volta a legalização dos jogos de azar corre no Senado sob o patrocínio de três senadores: Ciro Nogueira, autor do Projeto de Lei 186; Blairo Maggi, 1º relator (licenciado, agora ministro da Agricultura) e Fernando Bezerra, atual relator. Por seu turno, o presidente do Senado, Renan Calheiros, classificou a PL186 como “prioritário para o País”. Com opiniões semelhantes, Bezerra e Calheiros avaliam corretamente a legalização dos jogos de azar como atividade econômica que resultará em mais empregos e recursos financeiros. Particularmente o senador Bezerra – que apresentou novo relatório consolidando e melhorando o inicial – considera essa legalização válida no “momento em que o País enfrenta forte crise fiscal e precisa estabilizar o orçamento público”. O PL186 foi encaminhado à Comissão Especial de Desenvolvimento Nacional.

JOGO/TURISMO

O melhor argumento a favor da legalização dos jogos é que os cassinos funcionam muito bem – sem corrupção e lavagem de dinheiro – nas principais nações do planeta, particularmente nas que lideram o setor de turismo, China, França e Estados Unidos. No primeiro semestre, o segmento de turismo na China, líder do ranking mundial, crescendo 12,4%, registrou receita de US$ 346 bilhões. A Administração Nacional de Turismo considera o setor “forte motor para o crescimento econômico contribuindo com 10,8% do Produto Interno Bruto (PIB) e 10,2% de novos postos de trabalho”, em 2015. Certamente a bela cidade litorânea chinesa de Macau que recebe cerca de 30 milhões de turistas/ano (cinco vezes o total do Brasil), contribui bastante para esses excelentes resultados, com seus 34 hotéis-cassinos, faturando em torno de US$ 30 bilhões (cinco vezes acima de Las Vegas/EUA).

LIU YANDANG

O nome acima é da vice-primeira ministra da China e a mais importante mulher do pais. Simpática e elegante, Liu representou a China na Abertura das Olimpíadas, tornando-se a principal figura feminina estrangeira nas festividades. De forma lamentável, foi praticamente ignorada – pelo menos para o grande público – não aparecendo no noticiário e nem colocada na linha de frente da tribuna de honra do Maracanã, onde o presidente interino permaneceu cercado de autoridades estrangeiras masculinas. Enquanto isso o secretário americano John Kerry era bem cortejado e melhor noticiado. Na visita ao Instituto Confúcio da Universidade Estadual Paulista, a vice-primeira ministra, após promover a comunicação bilateral entre as empresas e organizações sociais, assinalou fato auspicioso e surpreendente: “cerca de 30 universidades chinesas ensinam a língua portuguesa”.



menu
menu