Ernane Galvêas: Ou dá ou desce

É inaceitável a oposição que as Centrais dos Trabalhadores e alguns políticos do PT vêm fazendo contra a Reforma da Previdência Social. Agora, o Governo colocou a bala na agulha: ou se faz a reforma, como proposto ou vamos ter um aumento de 10% nos tributos.

E daí? Daí um desemprego massacrante abrindo as portas para a convulsão social. E onde estarão as Centrais Sindicais e os políticos radicais da oposição?

O Governo do Presidente Temer e o Congresso Nacional concordaram com o descalabro de que a União vai gastar mais R$170,5 bilhões do que arrecadar em 2016. Desse total, R$146 bilhões, ou 85,5% são de responsabilidade da Previdência Social. Para 2017, o déficit vai prosseguir com R$139 bilhões, apesar de todos os cortes de gastos anunciados. A dívida pública vai ultrapassar todos os limites do bom senso e, possivelmente, chegar a 80% do PIB. Não há como evitar essa tragédia, com o déficit do SGPS mais os juros escorchantes de cerca de R$500 bilhões.

O TAMANHO DO DESASTRE

“Os resultados sociais e econômicos do último quinquênio (2011- 2015) revelam o desastre: 1º) um aumento do desemprego que agora atinge mais de 11 milhões de trabalhadores; 2º) uma regressão na distribuição de renda; 3º) uma estagnação do PIB total, mas uma queda de 4% no PIB per capita; 4º) uma taxa de inflação de 40%, quando a meta era de 25%; 5º) um déficit acumulado em conta corrente que somou quase US$400 bilhões e destruiu o setor industrial; 6º) um déficit fiscal de 6% em 2014 e 10% em 2015; 7º) um aumento da relação dívida bruta/PIB de 52% para 66% e, por fim, mas não por último, 8º) a perda do "rating" soberano que havíamos obtido em 2011!”

(Antonio Delfim Netto – Folha de São Paulo – 10/8/2016)

ATIVIDADES ECONÔMICAS

A Folha de São Paulo informou que levantamento feito a partir de teleconferência com analistas de cem multinacionais com operações no Brasil registrou comentários positivos dos executivos em 52% dos casos. No início de 2015, apenas 22% das empresas viam boas oportunidades no País.

A confiança do empresário do comércio medida pelo ICEC, da CNC, mostrou o maior índice dos últimos 15 meses (março 2015). Em julho, a alta foi de 5,6% ante junho, e de 9,8% ante julho 2015. As expectativas para os próximos meses estão elevando a confiança dos comerciantes.

Os analistas do mercado financeiro estimam encolhimento menor do PIB este ano: o nível de atividade deverá cair -3,24%, quando a projeção anterior era de -3,27%.

Estudo da CNC sobre a Olimpíada Rio 2016 mostra que o Rio de Janeiro sofreu menos com a crise do que outros Municípios do País. Cerca de 4 mil postos de trabalho deverão ser criados e o legado dos jogos deverá se estender até 2020, com mais de 165 eventos já contratados na cidade. O Rio se firma como destino mais atrativo para eventos internacionais nos próximos anos, com visitação esperada de 1,35 milhão de turistas.



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