Carlos Tavares: China avança cada vez mais em diversos setores



CHINA

Com o extraordinário desenvolvimento alcançado após a abertura para economia de mercado decretada por Deng Xiaoping, em 1979, cada vez mais avança a China em outros setores, além de liderar, há anos, o mercado mundial, com a balança comercial (exportação/importação), em torno de US$ 4 trilhões. Até julho, os investimentos chineses no exterior cresceram 61,8%, atingindo US$ 102 bilhões, talvez à frente da escala internacional. Por seu turno, a conceituada agência Boston Consulting acaba de informar que entre as 100 maiores empresas “competidores globais”, 28 de origem chinesa compõem o principal grupo. E na liderança estão as empresas privadas Alibaba Group, Citic Group e Dalian Wanda Group.
Como resultado prático dessa evolução no padrão de vida da população, segundo a agência Hurun Report, a cidade de Cantão tem agora 240 mil milionários (com fortuna acima de US$ 1,6 milhão) e Pequim, 238 mil. Aliás, no início do ano (Valor de 25/2) a mesma agência informou que Pequim, com 100 bilionários havia ultrapassado Nova York. Em dezembro, a OMC/ONU deverá confirmar a China como economia de mercado. Aliás, se não for economia de mercado, qual será esse eficiente sistema?

DESCENTRALIZAÇÃO

Algumas entidades e terminais estão reivindicando a revisão da lei de regulamentação dos portos (nº 12815/2013) devido às dificuldades criadas para os arrendamentos (novos, renovações, licitações, etc). A solução ideal seria se essa nova reforma (por lei, decreto e resolução) descentralizasse as administrações, delegando aos demais Estados – como já concedida ao Paraná e Rio Grande do Sul – a gestão dos respectivos portos. Pleno conhecedor do assunto, o presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários – ABTP, Wilen Manteli, defende a medida: “É preciso deslocar o processo para os portos, pois cada um conhece seus problemas”. Aliás, ao contrário do desejado para os portos – o ideal seria que as várias entidades/associações do setor centralizassem a reivindicação junto à ABTP, em Brasília. Assim, teria mais força e legitimidade perante o Governo e o Congresso.

EXPORTAÇÃO

Caso o governo queira, de fato, estimular a exportação não precisa criar incentivos nem subsídios, basta reduzir o custo e a burocracia na estrutura do transporte, particularmente a movimentação da carga nos portos. Recente pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria com 800 empresas exportadoras revelou que as tarifas cobradas e a baixa eficiência governamental na aplicação da excessiva regulamentação existente nos portos são os principais obstáculos às exportações. Assim, com essa pesquisa ficou confirmada (e atualizada) antiga reivindicação das entidades das empresas de navegação e de terminais, Syndarma e ABTP. Seria oportuno o ministro dos Transportes reunir-se com dirigentes dessas entidades não só para inteirar-se do assunto como para resolvê-lo definitivamente.



menu
menu