Carlos Tavares: China recebeu corretamente a missão Temer



CHINA

Demonstrando isenção e apreço pelo Brasil, o governo chinês, com o afável presidente Xi Jinping à frente, recebeu corretamente a missão Temer, sem alusão a problemas políticos, cumprindo os compromissos assumidos, inclusive o seminário empresarial em Xangai. Além dos US$ 15 bilhões de investimentos já registrados no primeiro semestre, foram firmados 11 acordos/ratificações da ordem de US$ 10 bilhões, envolvendo novo empréstimo à Petrobras (US$ 1 bilhão), a compra de 50 aviões da Embraer, a participação de 23% na CPFL (energia de São Paulo), a criação do fundo p/grãos (US$ 1 bilhão), siderúrgica (US$ 3 bilhões) e terminal marítimo no Maranhão, e outros.

Com esses negócios e projetos fundamentais para recuperação da economia nacional, além de ser há tempos, o maior importador de produtos brasileiros (US$ 40 bilhões/ano), a China tornou-se também, no ano, o principal investidor. A propósito do noticiario sobre o gigante asiatico publicado pela coluna, recebi do ex-cônsul geral no Rio e ex-embaixador em Brasília, Chen Duqing, simpática e estimulante mensagem agradecendo “os esforços incansáveis em divulgar o meu país”. Atualmente ele é diretor do Centro de Estudos Brasileiros da Academia Chinesa de Ciências Sociais, em Pequim.

Em entrevista ao Diário do Povo (5/9) o presidente Temer, referindo-se à recuperação econômica, declarou que “o exemplo chinês é sempre muito útil ao Brasil”.

HOTEL-CASSINO/TURISMO

O grupo Winn acaba de inaugurar o seu segundo hotel-cassino na Região chinesa de Macau, no delta do rio das Pérolas. O novo hotel, com 1,4 mil quartos e suítes situa-se no centro de um “resort” turístico, de 18 mil metros quadrados, com lojas, bares e restaurantes. O presidente do grupo, Steve Winn, declarou que o essencial para a atividade era “a qualidade/experiência dos visitantes”. Assim, com esse Palácio Winn são agora 35 cassinos em Macau, confirmando a cidade chinesa como o maior polo mundial de jogos de azar, contribuindo com cerca de 30% dos 100 milhões de turistas/ano que entram no gigante asiático (também lider no turismo). Outros grupos do setor, como o Las Vegas Sands, MGM e SJM, pretendem abrir “resorts” semelhantes ainda este ano e em 2017.

ARRECADAÇÃO, COMÉRCIO E EMPREGO

Os contrários à regulamentação do jogo não conseguem explicar porque o Brasil não tem condições de instalar estrutura de cassinos semelhante à existente em outros países (Estados Unidos, China, França, Argentina, Uruguai e mais de uma centena) sem qualquer problema de lavagem de dinheiro e infiltração de contraventores. A volta do jogo regulamentado aumentaria a arrecadação, fomentaria o turismo, o comércio e a criação de empregos. No pequeno grupo de países sem o jogo legalizado, o Brasil está na companhia da Bolívia e dos países islâmicos asiáticos (Valor, 11/2/16).

Será que ainda se acredita no tal “complexo de vira-latas”, apregoado em tom de galhofa pelo meu colega de redação no Jornal dos Sports, Nelson Rodrigues, mais de meio século atrás. Tenho recebido inúmeras mensagens estimulando os esclarecimentos sobre esse assunto de interesse nacional, uma delas, de conhecido advogado, chegou a considera-los “patrióticos”.



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