Carlos Tavares: Com expansão de 6,7% até julho, China investirá mais de US$ 600 bilhões no exterior



CHINA

Ao contrário do que apregoa a mídia local – e para tranqüilidade dos empresários / governo – a economia chinesa, este ano, vem mantendo bom desempenho, com o Produto Interno Bruto crescendo 6,7% até julho (contra 1,2% dos Estados Unidos). A produção industrial aumentou 6% - com o destaque para a de automóveis, que subiu 22,9% - e a área de turismo cresceu 10,5%. O setor privado participou com 60% do PIB e 80% dos empregos.

As vendas do varejo cresceram 10,2% e os investimentos em ativos fixos tiveram alta de 8,1%. Os investimentos no exterior – no Brasil com mais de US$ 15 bilhões – registraram maior expansão, do que os estrangeiros na China. Em agosto, em termos gerais, as exportações aumentaram 5,9% e as importações 10,8%, registrando superávit de US$ 51,9 bilhões. Com crescimento recorde de 28,9%, até agosto foram criados 3,5 milhões de empresas privadas, que agora totalizam 82,5 milhões.

Alem disso, para felicidade do mercado mundial, o presidente do Conselho do Comércio Internacional da China, Jiang Zengwei, acaba de anunciar que o pais importará mais de US$ 10 trilhões de produtos nos próximos cinco anos, E, também, que, nesse período, a China investirá, no exterior, mais de US$ 600 bilhões.

A propósito, não há como o Brasil deixar de reconhecer a China como economia de mercado, frente a OMC/ONU, conforme prometido.

AGROPECUÁRIA

Na recente visita comercial que realizou por países asiáticos, o ministro da Agricultura, senador Blairo Maggi (também considerado como “rei da soja”), em entrevista à imprensa local declarou que o crescimento de agropecuária era um dos principais motores da recuperação do Brasil. Ao assinalar que o Brasil pode duplicar a produção agrícola (atualmente cerca de 120 milhões/ton), aproveitando os restantes 61% de terras cultiváveis, frisou não ser necessário entrar na floresta amazônica. Corretamente, lembrou, também a massa de empresas criadas pelo setor, na produção nas fazendas e no transporte (rodoviário, ferroviário e aquaviário). Ao finalizar, acrescentou que essas visitas de missões comerciais eram de maior importância “para mostrar o potencial que o Brasil tem”.

NOVA YORK - XANGAI

Entre os eventos do Ano do Turismo China-Estados Unidos, em julho foi assinado acordo entre as maiores cidades das duas superpotências e as que mais recebem turistas. Segundo o presidente da Agência NYC, Fred Dixon, responsável pela divulgação de Nova York, o acordo inclui promoções e diversas vantagens em ambas as cidades, também origens de elevado número de turistas.

Em 2015, Nova York recebeu 825 mil turistas chineses, 159 mil vindos de Xangai, que, do outro lado, registrou a entrada de 636 mil visitantes americanos. Por seu turno, o chefe do Centro de Turismo da metrópole chinesa, Yang Jinsong, animado com o acordo, disse que a cidade agora tem outra atração americana, o Disney Resort, além da nova e gigantesca Torre de Xangai, com 600 metros de altura, o mais alto edifício da China (e do mundo).

Pena que esse clima de entendimento das duas superpotências – devido à amizade entre os seus grandes presidentes, o negro Obama e o comunista Xi, líderes de facções raciais e políticas mundiais – tenha futuro incerto e duvidoso. O mandato do americano (de 8 anos) termina já em 2016 e mais tarde o do chinês (de 10 anos).



menu
menu