Carlos Tavares: Rodrigo Maia a favor do jogo e o Brics favorecerá o Brasil



TURISMO / JOGO

Os dados e informações sobre o turismo brasileiro, tão negativos e insignificantes, chegam a ser surpreendentes, inclusive registrados na área internacional. Recente reportagem publicada no Financial Times indicava que o Brasil – entre mais de 150 países da Organização Mundial de Turismo – com a renda do turismo representando apenas 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB), situa-se no grupo final, atrás mesmo do Iraque, em permanente estado de guerra.

Evidentemente, não bastam as incomparáveis belezas naturais se não houver estrutura adequada, com conforto e distrações complementares para os turistas estrangeiros, em particular para as noites. Os hotéis-cassino – com seus restaurantes, shows e salões de baile – tornam-se importante item para cumprir essa parte.

A propósito, sobre os projetos para legalização dos jogos de azar, logo após assumir a presidência da Câmara, em julho, o deputado Rodrigo Maia declarou ser a favor da inclusão do jogo na cadeia de entretenimento, em hotéis-cassino e resorts, acrescentando: “Esse encaminhamento é que trará bilhões e bilhões para o Brasil”. Está certíssimo.

BRICS - 1

Sobre a reunião do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) realizada em Goa (Índia), em entrevista ao Diário do Povo, de Pequim – maior jornal do mundo, tiragem diária de 3,5 milhões, 10 vezes a da Folha de São Paulo – destaquei dois intens da respectiva pauta, de alto interesse para o Brasil. Em primeiro o recém-criado Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) que sugeri se ampliasse e intensificasse sua ação, com a divulgação das normas operacionais, para imediato financiamento de projetos.

O vice-presidente do NBD é o brasileiro Paulo Nogueira Batista Jr. O outro item, referente à criação da Zona de Livre Comércio entre os países do BRICS, ressaltei que “poderá não só eliminar ou reduzir barreiras tarifárias e não-tarifárias, como também criar outras vantagens para o intercâmbio comercial”.

BRICS - 2

A propósito dessa reunião – que contou com a presença dos presidentes Michel Temer e Xi Jinping – o diretor-executivo do Centro de Estudos do Brasil, da Academia Chinesa de Ciências, Zhou Zhiwei, ofereceu precisa apreciação: “Agora deve ser o momento mais difícil para o crescimento dos países do BRICS, porque todos enfrentam a transformação do modelo de desenvolvimento. Os desafios atuais, no entanto, não podem encobrir o espaço e o potencial desses países no futuro, assim como a eficiência da cooperação dentro do bloco. Numa visão a longo prazo, se os países do BRICS passarem bem em suas reformas estruturais, apresentarão maior eficiência e potencial no crescimento”. Análise perfeita para a atual fase político-econômica do Brasil.



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