Ernane Galvêas: Persistem a recessão econômica e a crise política

O ano de 2016 deverá confirmar as previsões dos analistas, principalmente dos economistas da CNC, no sentido de que a recessão econômica iniciada em 2014 e aprofundada em 2015, vai continuar em 2016 e, provavelmente em 2017 e 2018.

A recessão econômica é o resultado necessário da má gestão governamental nos três níveis federativos – União, Estados e Municípios – aliada a uma nítida ação corporativa das forças políticas, que promoveram o “aparelhamento” do Estado, inicialmente na Petrobras, na Eletrobras, no BNDES, na Caixa Econômica e no Banco do Brasil, com o visível propósito de desviar recursos públicos para os ganhos pessoais e das empresas coniventes. O resultado de tudo isso está impresso nos levantamentos da “Lava- Jato”.

O quadro abaixo resume a percepção dos economistas da CNC, indicando a continuidade da queda do PIB nacional em 2016 e provavelmente 2017.



BRASIL - ARGENTINA

Empresários do comércio de Brasil e Argentina assinaram, em Buenos Aires, acordo de cooperação que prevê a troca e o compartilhamento de informações, dados, estatísticas, experiências sobre políticas de investimentos, transferência de tecnologia e cooperação econômica como um todo.

A iniciativa foi formalizada durante reunião, em 16 de novembro, entre representantes da Câmara Argentina de Comércio e os presidentes das Federações do Comércio que integraram a missão da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) à Argentina.

Em encontro com a Chanceler da Argentina Susana Malcorra, a delegação de empresários brasileiros, liderada pelo Vice-presidente da CNC Darci Piana, discutiu o avanço na integração dos mercados dois países.

O EFEITO TRUMP

Donald Trump se apresentou na campanha eleitoral dos Estados Unidos, e venceu as eleições, com um discurso radical contra a atual ordem econômica internacional. Ele se deu conta de que a abertura das fronteiras, seja para a importação da mão de obra imigrante, seja para a importação de produtos manufaturados, estava criando problemas para o mercado de trabalho e a indústria norte-americana.

Daí o primeiro posicionamento arrasador, de que iria expulsar onze milhões de imigrantes ilegais, impor pesadas barreiras às importações provenientes do México e da China e abandonar ou rever os tradicionais acordos comerciais. Seria o início de uma guerra comercial, que prejudicaria a todos os países.

Indaga-se, agora, se o Presidente Trump irá cumprir suas ameaçadoras promessas de campanha. Ao que tudo indica, a julgar pelas primeiras nomeações de seu Ministério, parece que não. Até mesmo porque o Congresso e as instituições americanas são muito mais fortes e conservadores do que os arremedos de um Presidente principiante.



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