Ernane Galvêas: Tudo ou nada

TUDO OU NADA

É tudo ou nada, diz a sabedoria popular para muitas ocorrências, na vida de cada um. Na Reforma da Previdência Social não pode ser assim. O Projeto de Reforma da Previdência Social que o Presidente Temer enviou ao Congresso é muito complexo e tem propostas realmente duras que contrariam muitos interesses de políticos e de amplos setores da sociedade, de tal forma que sua aceitação deve encontrar tão fortes resistências que poderão inviabilizá-lo.

Daí que é melhor contemporizar, e o Presidente Temer faz muito bem em aceitar algumas emendas que facilitem sua aprovação sem comprometer seu objetivo básico, que é o de promover a necessária redução dos gastos.

O Brasil de hoje é como um queijo suíço: gordo, gostoso, mas cheio de buracos.

PERIGO IMINENTE

Está nas mãos do TSE o julgamento da chapa Dilma-Temer, com base nas tratativas das eleições de outubro 2014. A probabilidade da condenação da chapa, sem admitir a separação das posições Dilma-PT e Temer-PMDB, pode agravar seriamente a atual crise política brasileira e abrir perigosamente o campo das incertezas e falta de confiança que condicionam a recessão econômica e o desemprego.

Pelo que se sabe, no caso extremo de uma condenação dupla e da vacância do cargo de Presidente da República, assumiria o posto a Presidente do Supremo Tribunal pelo prazo de 30 dias, cabendo ao Congresso Nacional promover a eleição do novo titular, na forma do que dispõe o artigo.

81 da Constituição de 1988, parágrafos 1º e 2º:

Art. 81 - Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.

§ 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei;

§ 2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores.

HOTEL GLORIA

Existe na paisagem maravilhosa do Rio de Janeiro uma mancha ostensiva, que clama indignação contra as autoridades Municipais, do Estado e da União. É o Hotel Gloria, que fica ao pé da colina em que se situa a tradicional Igreja do mesmo nome.

Trata-se de um dos ícones da hotelaria nacional, situado no coração da cidade, a dez minutos do Aeroporto Santos Dumont.

O Hotel, que fora comprado pelo empresário Eike Batista, com um financiamento do BNDES de cerca de R$200 milhões, segundo a imprensa, está literalmente abandonado, com as instalações depenadas, e “entregue às baratas”.

Não dá para acreditar.

Sugere-se ao novo Prefeito Marcelo Crivella a desapropriação do imóvel, a renegociação do empréstimo do BNDES e a venda, mediante licitação, como foi feito com o Hotel Nacional, no bairro de São Conrado.



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