Carlos Tavares: ABTP apresenta plano visando atrair investimentos e aumentar a eficiência dos portos

ABTP

A Associação Brasileira de Terminais Portuários apresentou ao ministro Quintela, dos Transportes, interessante plano visando atrair investimentos e aumentar a eficiência do setor. Entre os oito itens alinhados, o mais importante, sem dúvida, refere-se à gestão. Na proposta, as administrações portuárias devem ser descentralizadas com autonomia operacional e financeira e que sejam instalados conselhos de supervisão nos moldes internacionais. De fato, com a gestão de portos públicos vinculados à Brasília, milhares de quilômetros distantes, torna impossível um comando eficiente, independente, rápido e desburocratizado. E também longe das nefastas barganhas políticas na capital. A ABTP reúne 82 empresas proprietárias de 170 terminais portuários, responsáveis por 70% da movimentação de carga do País (cerca de US$ 400 bilhões).

MODELO

A proposta apresentada pela ABTP assemelha-se ao sistema do porto de Roterdã, considerado um dos melhores do mundo. Esse admirável complexo holandês (que, a convite, visitei e pesquisei 4 vezes) tem administração independente, a cargo da empresa municipal Havenbedriff N.V (Autoridade Portuária), mas com poderoso Conselho integrado por presidentes de importantes empresas privadas. No Brasil, com a delegação dos portos aos demais Estados – já concedida ao Paraná e ao Rio Grande do Sul – agora facilitada com a correta reanexação da Secretaria de Portos ao Ministério dos Transportes, os estatutos das Cia Docas (estaduais) seriam alterados para conceder mais poderes ao setor privado. Paralelamente deveriam ser revogadas e evitadas decisões e portarias federais que, contrariando a delegação firmada, interferem na administração local, estadual.

BLAIRO

O senador Blairo Maggi, agora ministro da Agricultura, tomou iniciativa de alto interesse para o País na recente visita à China. Seguindo o correto roteiro da ex ministra senadora Kátia Abreu, essa visita à Pequim serviu para reafirmar que permanecem intocáveis as relações comerciais com o gigante asiático, fundamentais para a economia brasileira. Objetivamente, o ministro Blairo tratou da maior abertura para exportação de carnes, alem da bovina, mas também as de frango e suína, de crescente consumo entre os chineses. Na capital chinesa também participou da reunião de ministros da Agricultura do Grupo dos 20 (paises industrializados e emergentes).



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