Carlos Tavares : Licitação/corrupção nos portos e inéditos encontros China-EUA

LAVA-PORTOS

Em 2015, à frente da forte maioria parlamentar responsável pelo impeachment, coube ao PMDB, e ao seu líder natural, o vice-presidente Michel Temer, a designação dos politicos do partido para controlar os portos públicos e as cobiçadas Cias. Docas. Assim, a indicação para presidência dessas estatais federais nos principais portos ficou a cargo das lideranças estaduais: São Paulo (vice Temer); Rio de Janeiro (dep. Cunha), Espiríto Santo (sen. Rose), Pará (sen. Barbalho) e Ceará (sen. Eunício). Felizmente, com a antiga e necessária delegação federal, os portos do Paraná e Rio Grande do Sul – os melhores do País – estão fora da barganha política. A outra medida negativa, foi o retorno das malfadadas licitações financeiras, inexistentes nos portos estrangeiros, que não só encarecem as exportações como facilitam a a corrupção. Pelo teor preciso das seis perguntas sobre portos no bloco das que foram feitas, e não respondidas, ao presidente Temer, percebe-se que a PF está na pista certa.

CHINA-EUA

Não só para os empresários, mas para o povo em geral, é sempre bom saber do relacionamento das duas superpotências, principais destinos das exportações e, também, liderando investimentos no Brasil. Junho foi fertil em acontecimentos importantes em Washington, pouco ou não noticiado pela imprensa local. Sem duvida, o mais relevante e surpreendente foi o 1º Diálogo de Diplomacia e Segurança China-EUA, com a participação da cúpula do setor de ambos os países, presidido pelo secretario de Estado Rex Tillerson, com a presença do secretario da Defesa, James Mattis e a delegação chinesa tendo á frente o Chefe do Estado Maior do Exército, general Fang Fenghui.

Outra reunião importante foi a do conselheiro de Estado Yang Jiechi com o presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Paul Ryan, quando trataram da aproximação entre o Congresso americano e a Assembleia do Povo da China. Para encerrar, Yang esteve na Casa Branca onde acertou com Donald Trump seu encontro com o presidente Xi, agora em 7 de julho na reunião do G20, em Hamburgo, e também da próxima visita do presidente americano à China.

MULHERES

No panorama mundial, o ano começou bem para as mulheres, com o novo presidente francês (Macron) nomeando 11 ministras (a metade do total). Também na Europa temos as primeiras-ministras Erna, da Noruega, Nicola da Escócia e Ana, da Sérvia. Com as primeiras-ministras Merkel (Alemanha) e May (Inglaterra) acertando a pacificação da Europa, apesar da saída do Reino Unido do mercado comum (Brexit). Na China, eleita pelo Conselho da cidade, Carrie Lam foi em seguida confirmada chefe do Executivo de Hong Kong pelo governo da China, onde, com destaque, já situam-se a vice-primeira-ministra Liu e a vice-presidente Shen, do Comitê permanente da Assembleia Nacional. Nos Estados Unidos, embora com a maioria de votos (mais de 3 milhões), Hillary não assumiu a presidência mas firmou-se como líder da oposição democrata. Quem ficou forte na Casa Branca foi a bela Ivanka, filha do presidente Trump. Enquanto isso o Brasil, na contramão, completava um ano da destituição da primeira presidenta, com ministério só de homens, registrando a saída da única mulher em alto cargo do Governo, a Maria Sílvia da presidência do BNDES.



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