BRASIL AMPLIA EXPORTAÇÃO DE MINÉRIO AO ORIENTE MÉDIO

As exportações brasileiras de minérios aos países árabes renderam US$ 564,5 milhões no primeiro semestre, um aumento de 133% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O minério de ferro e seus concentrados responderam pela totalidade das vendas deste grupo à região nos seis primeiros meses de 2017.

O principal destino foi Omã, onde a mineradora Vale tem uma usina de pelotização de minério, armazéns e um terminal marítimo. Os embarques para lá somaram US$ 267,5 milhões, um crescimento de 131% sobre o primeiro semestre de 2016. Em segundo lugar aparece o Bahrein, com importações equivalente a US$ 129,5 milhões, um avanço de 227% na mesma comparação.

O Egito ficou na terceira posição, com US$ 87,5 milhões, um acréscimo de 74,5% sobre o período de janeiro a junho do ano passado. Os Emirados Árabes Unidos vêm em seguida, com US$ 46,8 milhões, contra zero nos seis primeiros meses de 2016. Na quinta colocação aparece a Líbia, com importações de US$ 33 milhões, um aumento de 146%.


Total

De forma geral, o setor mineral brasileiro exportou o equivalente a US$ 22,6 bilhões no primeiro semestre, e importou US$ 11,1 bilhões, o que resultou num superávit de US$ 11,5 bilhões, de acordo com informações do Ministério das Minas e Energia (MME). Estes números incluem não só os minérios, mas também produtos da indústria de transformação mineral.

O segmento de mineração propriamente dito obteve receita de US$ 12,3 bilhões nos seis primeiros meses de 2017, segundo o MME, um crescimento de 64% em relação ao mesmo período de 2016. A participação do minério de ferro foi de 82%.

Já as importações de minerais somaram US$ 3,9 bilhões, um aumento de 53% na mesma comparação, impulsionadas pelas compras de carvão metalúrgico e potássio, de acordo com o MME.



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