Carlos Tavares: China sustenta recuperação brasileira e cassinos podem ajudar

ECONOMIA CHINESA

Nesses primeiros sete meses, as importações e os investimentos da China, abrangendo diversas áreas (agropecuária, transportes, emprego, portos, comércio, etc) têm sido o principal suporte da recuperação econômica brasileira. Assim torna-se importante saber os dados reais da economia chinesa. Ao contrário do que a mídia divulgou, não houve desaceleração, pois o PIB cresceu 6,9% (acima da meta), as vendas no varejo aumentaram 10% e os investimentos do setor privado elevaram-se 7,2%. As exportações cresceram 14% e as importações 24%, com a balança comercial (exp/imp) subindo 18,5% para chegar a US$ 2,4 trilhões. Maiores do mundo, as reservas cambiais registram US$ 3,05 trilhões (com mais de US$ 1,1 trilhão de bonus de Tesouro Americano) e também US$ 75 bilhões em reservas de ouro. Em julho foram registrados projetos (transporte/alta tecnologia) da ordem de US$ 25 bilhões. Até julho os ativos fixos cresceram 8,3%, no valor de US$ 500 bilhões.

CASSINOS

No momento em que o País atravessa grave crise fiscal/orçamentária, cogitando aumentar e criar impostos, torna-se mais ainda oportuna a reabertura dos cassinos. Com isso, além do imediato aumento da arrecadação, com o necessário estimulo ao turismo, serão criados empregos e incentivado o comércio. Setenta anos atrás, a forte religiosidade imperante determinou o fechamento dos cassinos. No mundo moderno, a religiosidade está mais tolerante, procurando não interferir nas questões de estado, seguindo o bom exemplo do papa Francisco, que convive harmoniosamente em dois países com excelente rede de cassinos, na Itália onde se encontra o Vaticano e na Argentina, sua terra natal. No Congresso atual, dois parlamentares influentes poderão acelerar a aprovação de um projeto unificado para reabertura dos cassinos. O senador Blairo Maggi (agora ministro da Agricultura), que apresentou a primeira proposta no Senado e o deputado Rodrigo Maia, (presidente da Camara), que ano passado indicou os cassinos com possibilidade de trazer “bilhões e bilhões”.

SENSATEZ

Nem tudo está perdido quando surgem vozes com idéias e observações sensatas em importantes setores. Em março, indignado com a corrupção dos (200) fiscais do Ministério da Agricultura, na operação Carne Fraca, o senador Ataídes (PSDB-TO), esbravejou: “Temos que acabar com isso. Os ministros tem que colocar pessoas técnicas, ilibadas e competentes, com história de vida limpa”. Por seu turno, em recente reunião da CNI, o presidente da Federação da Indústria da Bahia, Adalberto Coelho, acertou ao advertir para o nefasto “uso politico do comando dos portos, com a indicação de pessoas sem preparo para a administração”. A proposito, o senador Ataides apresentou PEC proibindo que partidos/políticos indiquem protegidos para administração publica, inclusive portos. O correto ex-presidente Fernando Henrique (líder do PSDB) poderia ajudar na aprovação dessa oportuna PEC.



menu
menu