Ernane Galvêas: Sinais trocados

SINAIS TROCADOS

O Brasil está vivendo uma experiência um tanto paradoxal: de um lado, dando sinais de recuperação econômica, com ligeira elevação do PIB, inflação em queda, recorde na agricultura, estabilidade na indústria, no comércio e no mercado de trabalho e excelentes resultados no comércio exterior; de outro lado, sinais de agravamento da crise no campo da previdência social, do déficit fiscal e da dívida pública.

O milagre da produção recorde agropecuária produziu quatro resultados positivos:

1) reduziu a inflação (preço dos alimentos),
2) promoveu as exportações,
3) influiu sobre o crescimento do PIB, na medida em que estimulou a produção da agroindústria, assim como o volume de vendas do comércio,
4) ainda, promoveu a criação de novos empregos.

Infelizmente, persiste o desequilíbrio fiscal do Governo Central, alavancado pelo desastroso comportamento das contas da Previdência Social.

Como se pode ver pelo quadro abaixo, o “rombo” da previdência social atingiu R$85,8 bilhões em 2015, R$149,7 bilhões em 2016 e promete chegar a R$150,0 bilhões em 2017. Uma calamidade.

A PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS

Em meio a tantos desatinos, o Governo Temer, pelas mãos do Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, decidiu privatizar a Eletrobras, empresa que a Presidente Dilma quase levou à falência, com desastrosas intervenções e rebaixa das tarifas para segurar a inflação.

A história da Eletrobras é claro testemunho de como o Estado é mau empresário; ao mesmo tempo, a valorização das ações na Bolsa, em consequência do anúncio da venda do controle estatal, revela a sabedoria do mercado. Ex-presidente do Conselho de Administração da Eletrobras, a economista Elena Landau considerou sensacional a decisão.

No meio político, deputados e senadores da linha liberal, inclusive Rodrigo Maia, saudaram a criteriosa decisão, enquanto a esquerda festiva, liderada pelo PT e Dilma Rousseff, considera a medida como irresponsável e que significa abrir mão da segurança energética e deixar o País sujeito a apagões (!?).

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

No contexto do espantoso crescimento do quadro de pessoal do serviço público, especialmente no Executivo da União, ressalta o acintoso caso do Ministério da Educação, onde o número de funcionários aumentou de 188,4 mil em 2008 para 288,3 mil em 2016. Nesse período, os gastos orçamentários do Ministério expandiram 8,7% ao ano, em termos reais (95% em oito anos).

Isso explica porque a educação no Brasil é considerada de primeiro mundo (!?).

MINERAÇÃO RESPONSÁVEL

O Brasil, como todo mundo sabe, é um País muito rico em reservas naturais, rios abundantes, solo fértil, florestas incomparáveis e riquíssimos depósitos minerais. É daí que surgiram a Petrobras, a Vale, o sistema hídrico, a privilegiada posição como um dos maiores produtores e exportadores mundiais de alimentos e matérias primas industriais.

Os olhos cobiçosos do mundo se voltam para o Brasil, muitas vezes fantasiados de falsos protetores ambientais e protetores das populações indígenas, associados a duvidosas ONGS e até mesmo a importantes organizações religiosas.

O Governo Militar, com profundo conhecimento da Amazônia, teve um especial cuidado com os nossos recursos minerais, buscando separar e proteger da cobiça estrangeira o que é utilização da riqueza natural e o que é proteção do meio ambiente. Com esse sentido, foram criadas extensas reservas nas regiões mais subdesenvolvidas do País, especialmente a longínqua Amazônia, como é o caso da Reserva Mineral de Cobre e Associados (RENCA), entre o Pará e o Amapá, que agora ocupa o noticiário da imprensa, com grande estardalhaço.

Com elevado espírito de responsabilidade, o Governo Temer decidiu enfrentar a raivosa frente dos ambientalistas de carteirinha, inclusive famosas ONG’s estrangeiras, para reabrir a exploração mineral, como previsto e antecipado pelos Militares, para a exploração dos abundantes minérios, inclusive ouro.

Como já se afirmou patrioticamente e com sólido embasamento científico, é uma ilusão manter a Amazônia como um gigantesco “jardim botânico”. A floresta precisa ser explorada em benefício da sociedade. É importante desenvolver a produção econômica na região e criar empregos para ocupá-la.



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