Carlos Tavares: Para Xi carne brasileira é melhor e hotéis-cassinos base do turismo

MISSÃO À CHINA

Na missão à China para a reunião do BRICS(Brasil, Rússia, India, China e África do Sul), o presidente Temer aproveitou para a venda/concessão de 57 acervos nacionais. Sobre o assunto foi amplamente divulgado artigo que escrevi para a rede oficial e internacional da Radio China, que dispõe de milhões de leitores/ouvintes, também na revista impressa e conta na internet. Nesse artigo, por exclusivo interesse nacional, sugerindo aos chineses o investimento em certos setores, ressalvo : “particularmente considero indevida a negociação de alguns deles”. Como os referentes à Eletrobrás, Amazônia e Cia Docas do Espírito Santo, no porto de Vitória. Nesse caso da Codesa, a absurda privatização da administração do porto público do Estado vai ser paga imediatamente pelos usuários brasileiros, onerando a exportação. A propósito, no encontro com o Temer, o presidente Xi Jinping, ao anunciar a ampliação da importação da carne brasileira, gentilmente acrescentou que se trata de “uma das melhores do mundo”. A vantagem da negociação desses bens de Estado com a China é que lá existe a pena de morte para corrupção.

PRIVATIZAÇÃO

Diferente dos outros setores, as privatizações nos portos acabam sendo pagas pelos consumidores finais dos produtos importados e exportados. A única despesa legal e admissível nos portos é a do serviço da movimentação de carga prestado pelo operador (terminais), que, logicamente, inclue nos seus custos todos os valores pagos, com salários, alugueis, licitações, tributos e até a corrupção. Assim, além de facilitar a corrupção, as licitações financeiras encarecem os serviços portuários. O que ocorreria também com a impraticável privatização da administração (Cias Docas) dos grandes portos públicos. Evidentemente todas as despesas e lucros dessa eventual empresa privada acabariam sendo pagas por nós, consumidores de azeites, vinhos, celulares, bacalhau e outros produtos importados. Por essa razão, as administrações dos grandes portos mundiais, como Roterdã e Los Angeles, são realizadas por entidades governamentais.

TURISMO/CASSINOS

Com a recuperação da economia mundial – no primeiro semestre o PIB da China cresceu 6,9%, o dos EUA 3% e da Europa 2% - a industria do turismo se expandiu em níveis superiores, com suporte-base de suas excelentes redes de cassinos, em hotéis e resorts. Entre quase todos os 180 filiados da OMT a liderança permanece com os paises que mantém os melhores conjuntos hotéis-cassinos : a China, em Macau; os EUA em Las Vegas e a França, em Mônaco e Enghien-les-bains, na periferia de Paris. Até agosto, em Macau, a renda do jogo em hotéis-cassinos e resorts cresceu 19,1%, somando US 21,3 bilhões, mais do que três vezes o que todo o Brasil faturou em 2016, com as Olimpíadas. No momento em que se pensa em recuperar o turismo no Rio, a ex-cidade maravilhosa ( agora apenas a 92º mais visitada ), nada melhor que reabrir os magníficos cassinos, na Urca, nos hotéis Copacabana Palace e Atlântico, com seus restaurantes/shows de nível internacional. Além do mais, com o necessário retorno dessa atração extra universal de estimulo ao turismo, deixaria o País a companhia da Bolívia, Haiti e Cuba, também sem cassinos nas Américas.



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