Economia reage e mobiliza especialistas em Brasil

Indicadores antecedentes positivos, Selic em queda histórica, inflação corrente abaixo do piso da meta, projeções ancoradas em torno da meta a perder de vista, recuo da inadimplência, expansão do consumo, de concessões de crédito e ingresso de recursos em cadernetas de poupança mobilizam departamentos econômicos de grandes bancos estrangeiros. Dois relatórios divulgados nas últimas 24 horas disparam alertas sobre a economia brasileira. Ambos confirmam a retomada da atividade. Maurício Molon, economista-chefe do Santander, chama atenção para a queda da taxa de juro que se aproxima de um patamar com precedente nas décadas de 1950 e 1960, período de importantes semelhanças com o Brasil deste 2017. Tony Volpon, economista-chefe do UBS Brasil e ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), explica a investidores que as condições financeiras atuais já abrem espaço para uma “recuperação econômica acelerada”. Assim, a Selic não deve cair abaixo de 7%, diz o economista para quem as expectativas mais elevadas de crescimento, risco eleitoral e perspectiva de aperto monetário por grandes bancos centrais devem levar o Banco Central a ser mais prudente. A consultoria A.C.Pastore & Associados, chefiada pelo economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, também distribuiu relatório em que sinaliza alívio no bolso dos brasileiros com a queda da taxa Selic a 7% em dezembro, seguida de estabilidade prolongada.



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