Economia da China cresce 6,8% no 3º trimestre

A economia da China cresceu 6,8 % no terceiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo anunciou o Escritório Nacional de Estatísticas nesta quinta-feira (19). Nos dois primeiros trimestres do ano, o crescimento foi de 6,9%.

O crescimento econômico da China deve acelerar pela primeira vez em sete anos neste ano depois de atingir as expectativas no terceiro trimestre, mas os esforços para reduzir os riscos no setor imobiliário e das dívidas começam a pesar em partes da segunda maior economia do muindo.

Os esforços de Pequim para consolidar e reestruturar seu setor industrial deram frutos uma vez que a produção industrial superou as expectativas, enquanto os fortes gastos fiscais e o investimento público sustentado ajudaram a ampliar a demanda doméstica.

Mas permanecem as preocupações de que grande parte do crescimento seja devido à dívida, com o presidente do banco central, Zhou Xiaochuan, tendo alertado nesta quinta-feira (19) para a alavancagem corporativa e das famílias.

A repressão aos riscos financeiros e medidas para esfriar o mercado imobiliário já começaram a ter efeito. A expansão de novas construções desacelerou e as vendas de propriedades caíram pela primeira vez em mais de dois anos e meio em setembro.

No geral, a economia esteve sólida e deve superar confortavelmente a meta do governo de cerca de 6,5% para este ano e a taxa de 6,7% vista em 2016, que representou a mínima em 26 anos.
"Os dados mostram que alguma desalavancagem continua e que as reformas do governo estão funcionando, mas que o crescimento ainda está sendo sustentado a uma taxa razoável", disse Kaori Yamato, economista sênior do Instituto de Pesquisa Mizuho.

Os números entretanto levantam dúvidas sobre a projeção mais otimista feita pelo presidente do banco central nesta semana. Zhou disse no domingo (15) que o Produto Interno Bruto (PIB) poderia crescer 7% no segundo semestre.

A produção industrial da China cresceu 6,6% em setembro sobre o mesmo período do ano anterior, superando as expectativas de 6,2%, enquanto o investimento em ativos fixos cresceu 7,5% entre janeiro e setembro, contra expectativa de 7,7%.

Já as vendas no varejo avançaram 10,3% em setembro sobre o ano anterior, contra expectativa de aumento de 10,2%. A renda disponível cresceu 7,5% nos primeiros nove meses do ano, taxa mais rápida em dois anos.



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