Carlos Tavares: CNC no intercambio Brasil-China e o aproveitamento da água

CNC/CHINA

No momento em que a China confirma-se como principal nação parceira comercial e também investidora - responsável pela recuperação econômica do País - torna-se justo registrar a importante contribuição da Confederação Nacional do Comercio para o início desse próspero intercambio. Neste mes, completam-se 46 anos quando no número de outubro de 1971da revista da CNC, Comercio & Mercados, publiquei a pioneira reportagem intitulada Comercio Exterior da República Popular da China. Com dados completos sobre o comercio internacional chinês, e para tranquilizar a censura, o subtitulo indicava que as informações foram colhidas da publicação do Departamento de Comercio dos EUA. Tres anos depois, em 1974, o pragmático general Geisel restabeleceu as relações diplomáticas/comerciais. Evidentemente, não fosse a visão comercial, e também a defesa dos interesses do Pais, demonstrados pela CNC, nada teria sido publicado.

MINISTRO QUINTELA

Em recente entrevista, o ministro dos Transportes, Mauricio Quintela, declarou ser favorável a maior autonomia para o porto de Santos e demais complexos brasileiros. A propósito, esse bom caminho já foi praticamente adotado, com a descentralização iniciada pela delegação dada ao Paraná e R. G. do Sul para administrar seus portos de Paranaguá e Rio Grande, os melhores do País. Caso aprovada a medida, seria oportuno acrescentar no acordo de delegação, particularmente, para o Rio e S. Paulo, não só que mantivesse a direção das Cias Docas longe da política e com forte conselho empresarial. O modelo ideal é o holandês, com a eficiente empresa municipal Havenbendrijf Rotterdam NV. Gestão semelhante é a do porto de Antuerpia, - que o ministro acaba de visitar - com o seu poderoso Conseil de Consertation, integrado por empresários/entidades. Sobre como funciona o necessário controle estatal nos "Dez Principais Portos do Mundo", poderá ser encontrado no meu livro, com esse título.

ÁGUA

Dois Estados nortistas - Ceará e Maranhão - vêm mantendo estreitas relações com a China, recebendo investimentos, particularmente para melhoria dos portos de Pecem e S. Luiz. Aproveitando os bons contatos, os dois governadores poderiam pedir informações sobre o preciso aproveitamento da água no gigante asiático. Em dezembro de 2014 foi inaugurado extenso aqueduto de 1,2 mil km de extensão que traz do Sul a cristalina água do rio Hanjiang para abastecer Pequim. E, faz tempo que não só utiliza a água do mar da China para irrigação de grandes plantações, como a dessalinizam para consumo doméstico.



menu
menu