Carlos Tavares: Dragagens são do Estado, o Syndarma/Marinha na ANTAQ e Brasil na China Expo

CARO MINISTRO QUINTELA

Nas pesquisas realizadas nos principais portos do mundo, nos países industrializados e emergentes, verifiquei que dois entendimentos são por todos observados. Primeiro que todas as despesas pagas pelos usuários, exportadores/importadores, recaem irremediavelmente sobre a carga. Na outra, as administrações, sempre públicas desses portos, copiam o que dá certo em outros complexos. Assim, as despesas com as dragagens são sempre pagas pelo estado, para não onerar as exportações. Nessa linha, o grupo de trabalho agora criado poderia indicar comissão mista para selecionar e fiscalizar empresa privada contratada para dragar os portos, mas com todas as despesas pagas pelo Governo. Verba não falta: nos últimos 14 anos apenas 30% foram gastos dos recursos orçamentários destinados aos portos. Aliás o presidente da AEB, Jose Augusto de Castro, não gostou da ideia de empresa de dragagem custeada por exportadores. Melhores informações, sr. Ministro, poderão ser colhidas no meu livro “Modernização dos Portos” (5ªedição/Aduaneiras). Atenciosamente.

SYNDARMA/ANTAQ

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Marinha Mercante, Bruno Lima Rocha, enviou à presidência da República carta solicitando a inclusão de mais dois diretores no Conselho da Antaq, um da própria entidade e outro do Ministério da Marinha. A idéia de aumentar o Conselho para cinco membros com a entrada desses representantes é bem oportuna vez que tanto o Ministério quanto o Syndarma dispoem dos melhores quadros técnicos em assuntos de navegação, cabotagem, portos e hidrovias. No momento em que o Ministério dos Transportes enfrenta problema com as dragagens (não podem onerar a exportação), com a hidrovia Tietê-Paraná e precisa estimular a cabotagem, seria valiosa a colaboração desses novos diretores altamente qualificados.

CHINA EXPO

A coluna recebeu atencioso e-mail da conselheira comercial da embaixada , Xia Xiaoling, com importantes informações sobre a 1ª China Exposição Internacional de Importação, a realizar-se em Xangai de 5 a 10 de novembro de 2018. Na linha do presidente Xi de globalizar a economia, a original “Expo expressa o desejo sincero da China em abrir o mercado ao mundo”. No expediente, a conselheira também informa que a exposição “ proporcionará novas oportunidades para diversos países expandirem exportações à China ..”, acrescentando que nos próximos cinco anos importará US$ 10 trilhões. A área, total da Expo terá 240 mil/m2, com a previsão de receber 150 mil compradores de cerca de 100 países, que terão espaço gratuito. As empresas que reservarem espaço até 31 de janeiro terão desconto de 20%. A Expo será da maior importancia para as exportações brasileiras de produtos industrializados, particularmente os alimentícios (conservas, etc). Melhores informações poderão ser colhidas na embaixada, consulados e Câmaras de Comércio chinesas. Grato, Xia.



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