Carlos Tavares: Autoridades chinesas elogiam Brasil; Maranhão melhora e a reabertura dos cassinos

LI E XI

Felizmente para o governo Temer/Meirelles – e para o Brasil – duas importantes autoridades chinesas têm demonstrado especial atenção para projetos e realizações de interesse nacional sem o que não teria ocorrido essa necessária recuperação econômica. Recentemente, em entrevista, o embaixador em Brasília, Li Jinzhang, após afirmar que o Brasil tinha vasto mercado e sólido sistema financeiro, acrescentou: “É nos tempos ruins que conhecemos os bons amigos”. Por seu turno, anteriormente, o próprio presidente Xi Jinping, em seu histórico discurso no Congresso Nacional, em Brasília (14/7/2014) já havia ressaltado “a capacidade realizadora dos brasileiros, triunfo do espírito pioneiro, prova de confiança na grandeza deste País”. E, mais adiante, ainda acrescentou que “o povo brasileiro tem conquistado, com trabalhos incansáveis, êxitos notáveis na construção e desenvolvimento sócio-econômico do País”. Confesso que, em meus cinquenta anos de jornalismo, jamais soube de referências tão elogiosas ao Brasil e brasileiros, partindo de presidente de uma grande potência. E olha que Xi “despontou como o homem mais forte do mundo – líder de uma superpotência ascendente”, como, no início do ano, assinalou o “Financial Times”.

MARANHÃO

A Cia Docas do Maranhão foi incluída no Programa de Desestatização apenas para ser dissolvida. Assim, o porto de Itaqui, em S. Luiz, passou para o controle da EMAP, empresa estatal de administração portuária. Em abril de 2017, o Grupo WTorre assinou acordo com a China Communications Constructions Company, que investirá R$ 1,7 bilhão para a construção de moderno terminal no porto de Itaqui. Na ocasião, o governador Flavio Dino informou que a ampliação do porto facilitará a exportação de minérios e grãos do Centro-Oeste e Norte, considerando sua conexão com as ferrovias Transnordestina, Carajás e Norte-Sul. Ano passado, em movimentação recorde, por Itaqui foram embarcadas 12,7 milhões/t de grãos (milho e soja). Essa correta transmissão de gestão de Itaqui para o Estado, segue o bom caminho dos portos de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), os melhores do País.

JOGO LEGAL

Para tratar no Congresso da reabertura dos cassinos, foi criado em Brasília o Instituto Brasileiro do Jogo Legal, sob a presidência do jornalista Magno José Santos de Souza. Paralelamente, foi protocolado na mesa da Câmara, pelo dep. César Halum (PRB-TO), requerimento da criação da Frente Parlamentar para aprovação da regulamentação dos jogos, com 262 assinaturas. A propósito, para facilitar a decisão dos 251 deputados (do total de 513) restantes, para revogar a absurda e atrasada proibição dos hotéis-cassino - decretada há 71 anos pelo general-presidente Dutra, aconselhado pela esposa Dona Santinha - basta ver o quadro internacional do assunto. Com o jogo legalizado e os hotéis-cassino em pleno funcionamento estão as nações desenvolvidas e em desenvolvimento, como a China, Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Russia, Japão, Espanha, Argentina, Uruguai e mais de cem outros países. Ao contrário, sem cassinos, apenas nas Américas, além do Brasil, o Haiti, Cuba, Bolívia, e, na Ásia, a Arábia Saudita e estados islâmicos. Assim, como ocorre na grande maioria das nações, o Brasil precisa do jogo legalizado para estimular o turismo, aumentar a arrecadação e criar empregos.



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