Carlos Tavares: pesquisa do Senado aprova cassinos; a indústria naval chinesa e o curso de navegação

CASSINOS

Pesquisa realizada, em dezembro, pela Agência do Senado (internet), abrangendo vários Estados, demonstrou que 86% dos brasileiros são favoráveis à reabertura dos cassinos, com a legalização dos jogos de azar. A maior parte dos participantes, 86%, considerou que a situação orçamentária irá melhorar bastante com o aumento da arrecadação. Felizmente o povo compreendeu os nefastos resultados da infeliz proibição dos jogos, decretada há 72 anos, pelo general-presidente Dutra, aconselhado pela esposa, Dona Santinha. De fato, precisa o Brasil, urgentemente, deixar a incomoda companhia da Bolívia, Haiti, Cuba e países islâmicos – sem condições de manter hotéis-cassino – e juntar-se aos países desenvolvidos e demais emergentes, como os Estados Unidos, China, França, Itália, Japão, Alemanha, Rússia, Espanha, Argentina, Uruguai, Canadá, México e dezenas de outros, que aproveitam o jogo para atrair investimentos, desenvolver o turismo, criar empregos e aumentar a arrecadação de tributos. Portanto, são de interesse nacional os projetos de reabertura dos jogos do senador Benedito de Lira e do deputado César Halum.

INDÚSTRIA NAVAL

Ano passado, superando a Coréia do Sul, a China retornou à liderança da industria naval, recebendo 41% do total mundial da demanda de embarcações. O destaque, no período, foram os lançamentos pelo moderno estaleiro Shanghai Waigaogiao Shipbuilding – o maior do mundo que visitei longamente – de dois navios com nova tecnologia. O primeiro foi o cargueiro Yuanzehai, para transporte de minérios, com 362 metros de comprimento, 65 de largura e profundidade de 30 metros, o mais moderno da categoria, em condições de economizar 30% de combustível. O outro navio é um porta-contêineres com capacidade para 20 mil TEU´s (unidades de 6,1 metros), comprimento de 400 metros (três campos de futebol) e 58 metros de largura, que igualmente, tem menor consumo de combustível e maior velocidade.

CURSO

Oportunamente, a Fundação de Estudos do Mar (Femar) em parceria com a Secretaria de Educação do Estado acabam de criar o curso Técnico em Transporte Aquaviário. Esse pioneiro (e necessário) curso terá 40 vagas, e as aulas serão ministradas por professores da Escola Técnica de Estudos do Mar. Essa louvável iniciativa vai atender à falta de técnicos no assunto, não só nos terminais privados quanto nas administrações dos portos públicos. O conselho que se pode dar aos organizadores do curso seria de convidar para palestras os experientes (e atualizados) técnicos do Sindicato dos armadores (Syndarma) e também da Antaq.



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