Carlos Tavares: Reeleição de Xi, cassinos fora da política e erros de Trump/Temer

XI MERECE

O setor privado/economia de mercado tiveram expansão recorde no primeiro mandato do presidente Xi Jinping. Em relatório enviado à Assembléia Nacional, a Federação Nacional da Indústria e Comércio apresenta dados verdadeiramente impressionantes sobre a contribuição do setor privado no crescimento econômico da China. A partir de 2013, em crescente expansão diária, existem agora cerca de 100 milhões de empresas privadas, com investimentos de U$ 6 trilhões, representando mais de 60% da elevação do PIB. Em 2017, mais de 90% dos empregos criados deve-se ao setor privado, que passou a ter 80% do total utilizado na economia chinesa. Comprovando a natural aprovação que Xi vem recebendo internamente, em recente pesquisa internacional do Instituto Ipsos (francês), o povo chinês foi considerado o “mais otimista”, que achava o governo na direção certa, com apoio de 87% da população, ficando os EUA, bem atrás, com apenas 43%. Em março, três importantes líderes mundiais foram reeleitos, além de Xi, pela primeira vez, a alemã Merkel e o russo Putin, entraram ambos no quarto mandato. Porém, no habitual preconceito, na mídia local, somente a China foi criticada por passar a admitir a reeleição após o segundo mandato, apenas começando.

CASSINOS / POLÍTICA

Tratando-se de assunto de evidente interesse nacional – aumenta a arrecadação, estimula o turismo e cria empregos – a legislação/regulamentação dos cassinos/jogos de fortuna nos países desenvolvidos e respectivos Parlamentos, sempre foi tratada fora das discussões político-partidárias. Assim, seria oportuno se os parlamentares brasileiros – no Senado e na Câmara – seguissem esse bom e sensato exemplo no tratamento de importante questão, deixando a política de lado, focalizando apenas o mérito e matérias estruturais. Não custa lembrar que as duas superpotências, EUA e China – uma capitalista e outra socialista – mantém os maiores centros mundiais de hotéis-cassino, em Las Vegas e Macau. Certamente a aguerrida senadora Gleisi,, presidente do principal partido da Oposição e sempre voltada para os interesses nacionais, seguirá esse modelo universal.

TRUMP / TEMER

Nesse início de ano, decisões e projetos indevidos desses dois presidentes propiciaram e ameaçaram as exportações brasileiras. Trump, nos EUA, com sua errática política nacionalista/isolacionista, lançou uma guerra comercial que afeta todo mercado mundial. Já o presidente Temer, em negativo projeto amplo e permanente de privatização atingirá todas as exportações. Assim será a passagem para o setor privado das indelegáveis funções das Cias Docas, com elevados custos de licitação / manutenção / lucros. E, também, a estranha ideia de criar empresa de dragagens custeada por exportadores, quando nos grandes portos mundiais essas despesas são de responsabilidade do Estado. Não saberá Temer, com toda a experiência de advogado, que qualquer despesa no porto – inclusive o suborno - recairá forçosamente sobre os serviços da carga (exportação/importação)?



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