Carlos Tavares: A guerra Trump, a explicação de Xia e a esquerda contra o jogo na China

EUA-CHINA

Essa absurda guerra comercial desencadeada pelo presidente Trump vai acabar representando verdadeiro tiro nos pés, prejudicando mais a economia americana. Na primeira imensa lista de 1333 itens, totalizando US$ 50 bilhões que terão tarifas aumentadas em 25%, a maioria refere-se a produtos intermediários de pouca importância. Ao passo que, na retaliação – no mesmo percentual e valor mas em lista bem menor, com apenas 106 itens – a China, estrategicamente, selecionou os principais produtos das exportações americanas, como soja, aviões, carnes, algodão e carros. Imediatamente, Trump recebeu reclamação e pressão para recuar das gigantes multinacionais Boeing, General Motors, Apple, Carterpillar e outras. Essa “dependência das empresas americanas do enorme mercado interno chinês”, foi ressaltada pelo Financial Times. A mal-vinda guerra, que, de fato, terá início em dois meses, causará encarecimento de US$ 13 bilhões nas importações das duas superpotências, com redução de 0,2% no PIB dos EUA e apenas 0,1% no da China (Morgan Stanley). Inclusive dentro do plano adotado, na cuidadosa lista de retaliação chinesa, foram incluídos tabaco e uísque, produtos básicos do Kentucky, estado do líder republicano no Senado, Mc Connell, que reclamou desse “caminho perigoso de elevar tarifas”. Agora, tentando melhorar a situação, Trump resolveu elevar para US$ 100 bilhões o valor total dos produtos chineses que terão tarifa elevada. E a China já rebateu comunicando que reagirá da mesma forma.

XIA

Considerando a posição da China de principal nação parceira comercial (e investidora), do Brasil, a ministra-conselheira econômica Xia Xiaoling, da embaixada em Brasília, emitiu comunicado a respeito dessa desarrazoada guerra/Trump. Explicando a linha política de seu país de não entrar em guerra comercial, Xia, oportunamente, lembra que, quando isso acontece “não há vencedor, ambas as partes saem perdendo”. Mas, não deixa de acrescentar que “A China tem confiança e capacidade de encarar qualquer desafio. Não teme, não recua e irá até ao fim”.

ESQUERDA ENDIREITOU

De forma surpreendente, senadores(as) da esquerda integrantes da Comissão de Justiça da Casa, unidos, votaram com a proposta da direita que rejeitou o projeto de reabertura dos cassinos. Lamentavelmente, os argumentos usados para a indevida rejeição, com absurdas e ridículas acusações ao sistema de jogos da fortuna/cassinos, atingem os países desenvolvidos que adotam a atividade, como os EUA, China, França, Portugal e 138 outros. O argumento-base do líder da direita – e pretendente a vice-presidente do candidato capitão Jair ao Planalto – é a “vulnerabilidade dos idosos frente a jogatina”. Já uma senadora da mesma corrente, acusou o sistema de promover “turismo desqualificado que incentiva a prostituição de menores”. Por fim, jovem senador da esquerda/oposição, em sua proposta – em total contradição com o quadro mundial – afirmou que “não há experiência concreta em outros países que prove que a legalização dos jogos traria melhoras para a arrecadação de impostos”. A dos EUA e China não serve. A proposito, seria irrecuperável erro politico deixar para a bancada governista a exclusividade da iniciativa de reabertura dos cassinos, de imediato interesse para economia nacional.



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