Carlos Tavares: resposta da China, tributos na exportação e turismo na Copa

G7 / OCS / TRUMP

No início de junho, a brusca e tumultuada saída do presidente Trump da reunião de Quebec, sem assinar o acordo, praticamente desmontou o Grupo dos 7 países capitalistas mais ricos. Na mesma ocasião, sob a hábil e discreta liderança do presidente Xi, a China ampliou a Organização de Cooperação de Shangai, com a inclusão da Rússia e Índia.

Esse poderosíssimo grupo asiático (político/econômico/militar) agora com 11 membros (sem o Japão), somando cerca de metade da população terrestre (mais de 3 bilhões de hab) e PIB acima de US$ 17 trilhões. Ao encerrar essa primeira reunião do renovado OCS – com forte influência na ONU/OMC – o ponderado presidente Xi apresentou cinco recomendações : confiança mútua; colaboração na luta contra o terrorismo; complementar o desenvolvimento econômico; estreitar intercâmbio cultural e cooperação internacional. Parece resposta às recentes ameaças do presidente Trump.

EXPORTAÇÃO TRIBUTADA

Na acirrada disputa pelo mercado, os grandes países exportadores, China, EUA, Alemanha e outros, procuram reduzir os custos de seus produtos, particularmente isentando-os de taxas, impostos e despesas oficiais. A exportação traz dólares, movimenta a economia, propicia a importação e empregos. O Brasil, porém, na contramão, em plena crise econômica, cria impostos e despesas que, recaindo sobre os terminais portuários responsáveis pela movimentação da carga no cais, acabam logicamente onerando o custo final das exportações.

Agora, não bastasse essa caríssima jabuticaba/ licitações para arrendamento de áreas portuárias, em Santos foram criadas duas novas e indevidas taxações que vão encarecer mais ainda os embarques. A primeira foi a cobrança do imposto territorial (IPTU) para os 59 terminais santistas – inclusive atrasados de R$ 300 milhões – surpreendentemente determinada pelo ministro Barroso, do STF. A outra, esse injustificado reajuste de 16,7% nas tarifas cobradas pela Cia Docas, autorizado pela Antaq.

CHINESES NA COPA

Apesar de não ter se classificado entre os 32 países finalistas, foi a China o país que mais visitantes enviou e maior renda propiciou à Rússia. Segundo relatório da agência Ctrip, são mais de 100 mil chineses que assistem à Copa do Mundo, gerando receita acima de U$ 194 milhões para os russos. As reservas de voos para Copa/2018 foram 10 vezes maiores do que para Copa/2014, no Brasil.

A propósito, como líder mundial do setor, em 2017, a China enviou à Rússia 1,4 milhão de turistas, oferecendo receita de U$$ 1,8 bilhão. A liderança chinesa no turismo – maior número de visitantes ao exterior com melhor índice de compra per capita – demonstra o benefício da expansão econômica da China para os demais países.



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