Ernane Galvêas: Eliezer Batista, Governo Temer e Petrobras

ELIEZER BATISTA

Faleceu no Rio de Janeiro, em 18 do corrente, aos 94 anos, o Engenheiro Eliezer Batista, um dos mais notáveis empresários brasileiros. Eliezer se destacou na vida nacional como grande idealizador e realizador de importantes projetos de alto interesse para o desenvolvimento do País. Sonhador imaginoso e empreendedor de alto tino empresarial desenhou e implantou vitoriosamente projetos de vulto, entre outros, o Porto de Tubarão, a Cenibra, a Aracruz Florestal e de forma notável o Projeto Carajás, consagrando o Brasil como o maior exportador de minério de ferro do mundo, em parceria de negócios com empresários do Japão.

Eliezer Batista ingressou na Vale do Rio Doce em 1949, quando a presidência da empresa era ocupada por Juracy Magalhães. Trilhou inicialmente sua carreira na Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM), tendo posteriormente, assumido a presidência da empresa por duas vezes. A primeira de 1961 a 1964 e a segunda de 1979 a 1986. Sua contribuição conseguiu transformar a Vale do Rio Doce em uma das maiores mineradoras do mundo, sendo reconhecida mundialmente como a maior em minério de ferro.

AUTOAVALIAÇÃO DO GOVERNO

Em sua ação habitual de marketing, o Governo diz que em dois anos produziu uma sequência de resultados positivos:

- Inflação abaixo de 3% ao ano, a mais baixa em 24 anos.
- Liberação do saque das contas inativas do FGTS, que injetou 44 bilhões de reais na economia.
- Antecipação do saque do PIS- PASEP, medida que beneficiou 2,8 milhões de pessoas.
- As duas maiores safras da história, 237,7 milhões de toneladas (2016/2017) e projeção de mais de 229 milhões de toneladas para 2017/2018.
- Bolsa Família com fila de espera zerada e mais de 14 milhões de famílias atendidas.
- Mais de 38 mil casas entregues por mês no programa Minha Casa Minha Vida.
- Aprovação do Novo Ensino Médio e Base Nacional Comum Curricular, para preparar melhor nossos jovens.
- Aprovação da Reforma Trabalhista, que assegura direitos a quem trabalha.
- Conclusão do Projeto de Integração do São Francisco, que já beneficia 1 milhão de nordestinos e até o final do ano levará água para mais de 7 milhões de pessoas.
- Renovação de mais de 65% da frota do SAMU, totalizando 2.173 novas ambulâncias.

TRISTE SINA DA PETROBRAS

Ao que tudo indica, não foi uma decisão acertada do TST, condenando a Petrobras a pagar uma indenização de R$17 bilhões(!?). A empresa vai recorrer da decisão e as expectativas são de que conseguirá reverter a esdrúxula decisão, tanto assim que o mercado deu maior importância à informação de que a produção dos campos do pré-sal atingiram o recorde em abril de 3,281 milhões de barris de óleo equivalente por dia (petróleo e gás), em paralelo com a alta de 3,42% por cotação internacional do Brent, que atingiu US$75,55/barril. As ações ordinárias com direito a voto subiram 0,62% e as preferenciais 0,06% (R$15,11).

Nos últimos anos, a Petrobras se transformou em um mecanismo de corrupção e “saco de pancadas” do Governo lulo petista, perdeu no mínimo US$80 bilhões com preços congelados, prejuízo de US$1 bilhão na Refinaria Pasadena e US$400 milhões em Okinawa, US$10 bilhões na Refinaria Abreu e Lima, US$13 bilhões na Comperj. Tudo isso sem contar com os sobrepreços nos mecanismos da corrupção. Por cima de tudo isso, vem agora o TST e impõe à empresa um prejuízo adicional de R$17 bilhões, evidentemente fora de propósito.

A Petrobras anuncia que vai recorrer ao TST, onde deve perder e, finalmente, ao STF onde parece certa sua vitória. É uma questão de bom senso e de consideração aos interesses nacionais.



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