Balança comercial tem superávit de US$ 30 bilhões no 1º semestre de 2018

A balança comercial brasileira fechou o primeiro semestre deste ano com um superávit de US$ 30,055 bilhões, informou nesta terça-feira o Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Resultado da diferença entre US$ 113,834 bilhões em exportações e US$ 83,779 bilhões, o valor é US$ 6,155 bilhões menor do que o apurado nos seis primeiros meses de 2017, quando houve um saldo positivo recorde de US$ 36,210 bilhões.

Segundo o ministro Marcos Jorge, essa redução se deveu à recuperação da atividade econômica, verificada em 2018.

— Com a melhora da atividade industrial, as importações aumentam e, com isso, o saldo diminui — explicou.

Marcos Jorge destacou que as exportações no semestre tiveram o melhor resultado para o período desde 2013, quando foi registrado u, montante de US$ 114,4 bilhões. Já as importações apresentaram o maior valor acumulado desde 2015 (US$ 92,1 bilhões). O saldo foi o segundo mais alto da história, atrás apenas do apurado nos seis primeiros meses de 2017.Em junho, houve um superávit de US$ 5,882 bilhões, com exportações de US$ 20,202 bilhões e importações de US$ 14,320 bilhões. As vendas externas aumentaram 2,1% em relação a junho do ano passado e 5% frente a maio de 2018. Já as importações tiveram taxas de crescimento maiores: 13% ante o mesmo mês de 2017 e 8% em comparação a maio deste ano.

Ainda de acordo com o MDIC, a corrente de comércio, que é a soma de exportações com importações, aumentou 6,6% em junho deste ano, em relação ao mesmo mês do ano passado. O valor contabilizado foi de US$ 34,522 bilhões em 2018.

Perguntado sobre o impacto da greve dos caminhoneiros na balança comercial brasileira, o secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto, disse que as exportações e as importações foram afetadas, principalmente, nas duas últimas semanas de maio e duas primeiras de junho. Mas o comércio exterior se recuperou nas últimas semanas do mês passado.

— A paralisação dos caminhoneiros teve um impacto significativo no mês de maio, com queda de mais de 30% das exportações, e esse impacto continuou nas primeiras semanas de junho. Mas, em termos gerais, tanto as exportações como as importações estão normalizadas - afirmou.

No primeiro semestre deste ano, as exportações cresceram 5,7% em relação ao mesmo período de 2017. A maior alta se deu com os manufaturados, de 9,1%, com destaque para plataforma para extração de petróleo, no valor de US$ 1,5 bilhão; suco de laranja, óleos combustíveis e máquinas para terraplanagem.

As vendas de básicos aumentaram 4,6% e de semimanufaturados, 0,5%. Nesses dois grupos, as maiores contribuições foram de algodão em bruto, milho em grão, fumo em folhas, farelo de soja, celulose e ferro-ligas.

O embargo às exportações brasileiras de carne de frango pela União Europeia e a Arábia Saudita, principalmente, causaram queda nas vendas do produto neste ano. De janeiro a junho, as exportações caíram 17,4% em valor e 10,8% em volume.

Os principais destinos das exportações brasileiras no acumulado do ano foram, por ordem decrescente, China (US$ 31,1 bilhões), Estados Unidos (US$ 13,2 bilhões), Argentina (US$ 8,9 bilhões), Países Baixos (US$ 6,3 bilhões) e Chile (US$ 3,0 bilhões).

Já as importações realizadas nos seis primeiros meses do ano tiveram um acréscimo de 17,2% em relação ao primeiro semestre de 2017. As compras externas de bens de capital subiram 53,4%; de combustíveis e lubrificantes, 24,6%; bens de consumo, 16,5%; e bens intermediários, 10,3%.

Por mercados fornecedores de produtos ao Brasil, o primeiro foi a China (US$ 15,3 bilhões), seguida por Estados Unidos (US$ 13,6 bilhões), Alemanha (US$ 5,24 bilhões), Argentina (US$ 5,15 bilhões) e Coreia do Sul (US$ 2,9 bilhões).

As mudanças no Repetro - regime aduaneiro para exploração e produção de petróleo e gás natural, farão com que as importações de máquinas e equipamentos da Petrobras e outras empresas do setor aumentem nos próximos dois anos. Uma das alterações é que, a desoneração de tributos nos investimentos estão condicionadas à nacionalização dos bens. Ou seja, plataformas de petróleo e outros equipamentos que estão no exterior precisarão ser nacionalizados.

— Não há um valor exato. As empresas têm até dois anos para definirem seu cronograma — disse o secretário de Comércio Exterior.



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