Inflação em 12 meses acelera e ultrapassa os 4% em junho

Puxada para cima por uma alta nas contas de energia elétrica, a inflação de junho acelerou e ultrapassou os 4% pela primeira vez desde abril do ano passado. A taxa média do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida pelo IBGE, ficou em 4,39% no acumulado em 12 meses, informou o instituto de pesquisas. Em maio, estava em apenas 2,86%. A meta do Banco Central para 2018 é 4,5%. No mês, a taxa também cresceu, para 1,26%, frente aos 0,4% registrados em maio. Nessa comparação, não ficava acima dos 1% desde janeiro de 2016. No acumulado dos seis primeiros meses do ano está em 2,60%.

A alta de 1,26% é a maior taxa para o mês desde 1995 (2,26%). É a primeira vez desde janeiro de 2016 (1,27%) que o índice fica acima de 1,00%.

Os preços de energia elétrica subiram 7,93% no mês passado, pressionando o índice de inflação.

No início desta semana, o Banco Central já havia elevado sua previsão para o índice fechado do ano de 4% para 4,03%. A mediana das previsões dos analistas ouvidos pela Bloomberg apontava IPCA de 1,28% em relação ao mês anterior e de 4,4% no acumulado em 12 meses.

A alta nas contas de energia pode ser explicada pela aplicação, em junho, da cobrança extra no maior patamar estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a bandeira vermelha 2, que gera custo adicional de 5 reais a cada 100 kWh consumidos. Nesse mês de julho essa cobrança foi mantida. De acordo com a reguladora, a repetição da bandeira “deve-se à manutenção das condições hidrológicas desfavoráveis e à tendência de redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional”.



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