Associação aumenta em 3,1% a projeção para exportações em 2018

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) revisou sua projeção para as exportações brasileiras em 2018, estimando que elas somarão US$ 224,445 bilhões, 3,1% acima dos US$ 217,750 bilhões exportados em 2017. A projeção está US$ 6 bilhões acima dos US$ 218,966 bilhões previstos pela entidade em dezembro. A dinâmica de preços do petróleo e da soja, dois dos principais produtos exportados pelo País, foram determinantes para a revisão.

Como a projeção para as importações (US$ 168,130 bilhões em 2018, alta de 11,5% em relação a 2017) ficou praticamente inalterada, a estimativa para o superávit comercial passou de US$ 50,341 bilhões para US$ 56,315 bilhões, queda de 15,9% ante os US$ 67,001 bilhões de 2017.

"O superávit projetado para este ano é um detalhe apenas, porque não tem nenhum esforço (da política comercial) para fazer isso", afirmou Castro, que vê cenário pessimista para o comércio exterior em 2018 e 2019, considerando a guerra comercial entre Estados Unidos e China e a crise na Argentina.

A elevação da perspectiva de superávit não é fruto de "esforço" porque é determinada por fatores externos, alheios à economia brasileira. No caso do petróleo, quando a primeira estimativa para 2018 foi feita pela AEB, no fim de 2017, a cotação do barril estava entre US$ 50 e US$ 55, lembrou Castro. Hoje, está na casa de US$ 75.

A tonelada da soja ficou em US$ 398,33 na média do primeiro semestre deste ano, contra US$ 378,92 na média da primeira metade de 2017. Segundo Castro, a quebra da safra na Argentina neste ano foi determinante para a dinâmica de preços, enquanto as previsões para a produção brasileira vieram sendo reavaliadas para cima, desde o início do ano, até registrar recorde.



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