Discussões sobre Previdência e preço do diesel concentram atenções do mercado

A possibilidade de votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara nesta terça-feira, 23, deve deixar o investidor em compasso de espera nesta segunda-feira, 22. Em semana de divulgação do IPCA-15 de abril, estão no radar também as discussões sobre o reajuste do diesel e as ameaças de paralisação dos caminhoneiros.

Nesta segunda, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reúne-se com o presidente Jair Bolsonaro e com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Deputados envolvidos nas negociações para alterar pontos da reforma da Previdência ainda na CCJ disseram ao Broadcast Político, antes do feriado da Páscoa, que houve avanços nas conversas com o governo para a retirada de quatro pontos do relatório que, de acordo com o Planalto, não impactariam na força fiscal da reforma: o fim do pagamento de multa do FGTS para aposentados; a possibilidade de se alterar a idade máxima da aposentadoria compulsória para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por projeto de lei complementar; exclusividade da Justiça Federal do Distrito Federal para julgar processos contra a reforma; e um dispositivo que garante somente ao Executivo a possibilidade de propor mudanças na Previdência.

Agora, os partidos do Centrão esperam que o relator na CCJ, Marcelo Freitas (PSL-RJ), apresente uma versão do novo relatório com as mudanças. No sábado, Bolsonaro usou o Twitter para divulgar a calculadora da Nova Previdência.

O Senado, por sua vez, pretende votar mudanças no sistema tributário brasileiro, o que deve atrair os holofotes na semana. Projeto de lei do líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), amplia para cinco salários mínimos (R$ 4.990,00) a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Para compensar a queda na arrecadação, o projeto acaba com a isenção que é dada hoje para lucros e dividendos distribuídos por empresas a seus sócios e acionistas.

No caso do diesel, após o reajuste de 4,84% do preço por litro na semana passada, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) reúne-se nesta tarde com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para tratar sobre aumento de preço e a tabela de frete. No sábado, Paulo Guedes reafirmou que a Petrobrás é livre para definir os preços, após a divulgação de um áudio em que Lorenzoni aparece falando que o governo deu uma "trava" na Petrobrás.

No entanto, segundo a entrevista, a equipe econômica estaria considerando aumentar a periodicidade de reajuste do diesel de 15 dias para no mínimo 30 dias.

No exterior, os índices futuros de Nova York operam em baixa moderada nesta segunda em meio à expectativa com balanços corporativos e após o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ter anunciado que Washington vai retirar a partir de 2 de maio a isenção dada a oito países na compra de petróleo iraniano, como parte de sua estratégia para levar a zero as exportações do óleo do Irã.



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