Balança comercial tem superávit de US$ 1,5 bilhão na terceira semana de julho

A balança comercial brasileira da terceira semana de julho, com cinco dias úteis, registrou superávit de US$ 1,511 bilhão, resultado de exportações de US$ 4,409 bilhões e importações de US$ 2,898 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 9,384 bilhões e as importações, US$ 6,385 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,999 bilhões. Os dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

A média das exportações da terceira semana de julho foi de US$ 881,8 milhões, valor 6,4% acima da média registrada até a segunda semana (US$ 829,1 milhões), em razão do aumento nas exportações de manufaturados (64,5%), principalmente em função de plataforma para extração de petróleo, veículos de carga, etanol, máquinas e aparelhos para terraplanagem e motores para automóveis. Os produtos básicos tiveram queda (-27,4%) devido a soja em grãos, minério de ferro, petróleo em bruto, farelo de soja e carne bovina e suína. Os e semimanufaturados também tiveram retração (-3,9%) em razão de ferro-ligas, couros e peles, catodos de cobre, madeira em estilhas e óleo de soja em bruto.

As importações no período tiveram retração de 0,3% se comparadas a média da terceira semana (US$ 579,6 milhões) com o registrado até a segunda semana (US$ 581,1 milhões). Houve diminuição nos gastos com equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, químicos orgânicos e inorgânicos, veículos automóveis e partes, plásticos e obras, adubos e fertilizantes.

Mês

Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de julho deste ano (US$ 853,1 milhões) com a de julho do ano passado (US$ 805,8 milhões), houve crescimento de 5,9%, em razão do aumento nas vendas de produtos manufaturados (18,7%) - por conta de plataforma para extração de petróleo, açúcar refinado, etanol, máquinas e aparelhos para terraplanagem e motores para automóveis - e de semimanufaturados (15,3%) – em razão de ferro fundido, açúcar em bruto, ouro em forma semimanufaturada, madeira serrada ou fendida, ferro-ligas e celulose. Por outro lado, caíram as vendas de produtos básicos (-5,1%), devido a milho em grãos, café em grãos, minério de cobre, minério de ferro, carne de frango, bovina e suína e soja em grãos. Em relação a junho deste ano, houve crescimento de 12,1%, em virtude do aumento nas vendas de manufaturados (24,5%), semimanufaturados (7,7%) e básicos (4,7%).

Nas importações, a média diária até a terceira semana de julho de 2016 (US$ 580,4 milhões) ficou 17,3% abaixo da média de julho de 2015 (US$ 702 milhões). Neste comparativo, decresceram os gastos, principalmente, com produtos siderúrgicos (-36,1%), veículos automóveis e partes (-34,3%), adubos e fertilizantes (-33,3%), farmacêuticos (-28,1%), plásticos e obras (-15,1%) e combustíveis e lubrificantes (-13,8%). Quando comparado com junho de 2016, as importações se mantiveram estáveis. É importante destacar que houve crescimento nas compras de combustíveis e lubrificantes (32,1%) e de siderúrgicos (28,7%).

Ano

No ano, as vendas externas acumulam US$ 99,636 bilhões e as compras, US$ 72,986 bilhões, gerando superávit de US$ 26,651 bilhões. As exportações acumularam média diária de US$ 738 milhões e as importações, US$ 540,6 milhões. A corrente de comércio soma US$ 172,622 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 1,278 bilhão.



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