Carlos Tavares: Educação acima de tudo, caminhoneiros favorecem a cabotagem e Mourão elogia a China

EDUCAÇÃO

Em 1979, quando apresentou seu projeto de abertura econômica à Assembléia Nacional, Deng Xiaoping advertiu que “a educação era a causa fundamental da Nação”. Então, paralelamente, foi editada a Lei da Educação Obrigatória (com auxílio), que pelo prazo de seis anos estendeu-se por todo o imenso território chinês. Mais tarde, o Plano de Modernização da Educação, dirigido pelo próprio primeiro-ministro Zhu Rongji, já com o país sem analfabetos, criou mais de cem universidades. Seguindo disciplinadamente esse programa, no início do século 21, chegava a China à liderança mundial. Eis um bom exemplo para o Brasil, que ao invés de cortar a verba para educação, deveria determinar recursos para eliminar o analfabetismo e o semi-analfabetismo.

INVESTIMENTOS

Diversos governadores estão procurando a China para realização de importantes projetos estruturais em seus Estados. Assim desde o início do ano, viajaram ou programaram visitas, governadores de S.Paulo, Paraná, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Pará e Amapá. Entre esses projetos, o que liga por ferrovia, os portos de Paranaguá ao de Antofagasta, no Chile, foi tratado em abril, pelo governador Carlos Massa, em Xangai. Em junho, o governador de Pernambuco estará em Pequim tratando do projeto de placas solares. Sobre esse maciço oferecimento de recursos para obras importantes para o desenvolvimento do País, o secretário de Desenvolvimento de Alagoas, Rafael Brito, afirmou: “A China surge como solução fundamental em momento de paralisia dos investimentos federais brasileiros”. E o vice Mourão ao chegar a Pequim, declarou que a China “produz um terço do PIB mundial, é o país mais industrializado, é um grande comprador no mercado, além de ser um mercado fantástico” (Diário do Povo, 22/5).

CABOTAGEM

O presidente Bolsonaro vangloriou-se do crescimento da cabotagem nesses primeiros quatro meses de seu governo. Mas, na verdade, não foi nenhum ato do governo e sim a ameaça de outra greve dos caminhoneiros. Vamos ver se agora, não só o governo, mas também o setor empresarial, oferecem maior apoio a esse importante modal de transporte. Precisa o governo atender as legítimas reivindicações do Sindicato dos Armadores (Syndarma), que tem como filiada a Associação da Cabotagem. Ainda são poucos os navios que circulam por essa imensa estrada líquida de 10 mil km entre Manaus e Rio Grande, sem buracos nem assaltos. Ano passado a cabotagem cresceu 26%, com 226 milhões/ton.



menu
menu