Mercado de R$ 63 bilhões, setor moveleiro investe em tecnologia

A indústria moveleira é uma das que apresentam cenário mais promissor de recuperação frente à crise no Brasil, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da MOVERGS (Associação das Indústrias de Móveis do Estado do RS). No último exercício divulgado, 2017, este setor apresentou números expressivos: R$ 63,92 bilhões em produção no país e US$ 650,55 milhões em exportações para diversos mercados exteriores.

Só no Rio Grande do Sul, um dos principais polos do segmento nacional, concentrando cerca de 20% do market share setorial, a produção em 2017 foi de R$ 11,1 bilhões e as exportações, de US$ 188,06 milhões.

No último ano antes da recessão, em 2013, a indústria brasileira de móveis e colchões movimentou R$ 43 bilhões, alcançando crescimento médio anual de 13%.

A retomada, após alguns anos de crise, chegou a partir de 2018, com projeções de expansão entre 5% e 10% no faturamento da área. Para isso, as estratégias são variadas, incluindo o investimento forte em tecnologia.

Uma das empresas que pode ser citada em meio a este movimento é a
Italínea, maior fabricante de móveis planejados da América Latina, com mais de 800 pontos de venda dentro e fora do Brasil, que adotou um software de Business Intelligence, o BIMachine, para seu setor de vendas e operacional.

Atualmente utilizada por cerca de 50 pessoas na companhia, sendo cerca de 70% delas na área de vendas, a solução é aplicada ao controle de metas, tendências e desempenho de equipes e lojas. Segundo a fabricante, a ferramenta já está ajudando os gestores a observar, em tempo real, o comportamento e rendimento de lojas e representantes, ajudando na tomada mais rápida de decisões.

“Já tínhamos, anteriormente ao uso do BIMachine, uma política de indicadores na empresa. Entretanto, nossos gerentes já estão notando que ter uma solução de TI dedicada está acelerando o nosso tempo de resposta, nos ajudando a tomar medidas ágeis quando algo precisa ser corrigido e observar melhor os motivos quando algo está dando certo”, avalia Keleberson Trintinaglia, supervisor comercial na Italínea.

Além do time comercial, a solução também está sendo usada na análise de indicadores operacionais internos, na área de análises financeiras e de transporte. Segundo ele, um dos principais pontos foi a fácil adaptação à interface do BIMachine.

“Até o momento, conseguimos lidar muito bem internamente com o software, tanto que nem utilizamos muito o suporte da BIMachine para entender as funcionalidades da solução. Isso foi muito positivo para os usuários, que dependem pouco do time de TI ou do fornecedor para usar a ferramenta”, destaca Kleberson.

Apesar do pouco tempo de uso, a experiência com o BIMachine é o começo de um plano ambicioso da Italínea, com um processo desafiador de criar na companhia um pensamento “data-driven” voltado aos resultados, começando pelas vendas.

“É uma meta para a empresa, nos próximos anos, levar essa cultura de dados para todas os setores da empresa, se possível até a linha de produção. É um plano mais complexo, mas estamos dando os primeiros passos”, afirma Kleberson.

Para Douglas Scheibler, CEO da BIMachine, a Italínea ganhará tempo e poder de decisão ao trocar o uso das tradicionais planilhas por uma solução dedicada de BI.

“Com os insights entregues com agilidade pelo BI ao seu time de vendas, a empresa possui os subsídios para acompanhar e até mesmo antecipar os movimentos de mercado, otimizando seus resultados”, explica Douglas.



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