Carlos Tavares: Hong kong troféu de guerra, cassinos nos EUA e a produção de grãos

HONG KONG

Como troféu da vergonhosa Guerra do Ópio, em troca da desocupação de Xangai (China) pelas tropas britânicas - com reforço de pelotões dos EUA - a milenar ilha (com 1,1 mil km2) chinesa de Hong Kong foi entregue pelo Imperador Qing à Inglaterra por 156 anos (1841/1997). Dali logo no início o ópio era distribuído pela empresa Jardine Matheson por toda a Asia. Condenando as atrocidades cometidas pelas tropas, o primeiro-ministro inglês Horace Walpole, indignado reconheceu: “Nós assassinamos, depomos, pilhamos, usurpamos e ...”. Refletindo o êxito do programa de Deng ”um país dois sistemas econômicos”, nesses 22 anos (1997/2019), Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK), continuou a receber o prêmio de “economia mais livre do mundo”, da Fundação Heritage/Wall Street Journal, dos EUA.

CASSINOS

Ao que tudo indica, a Câmara de Deputados está prestes a aprovar a reabertura dos cassinos, fechados em março de 1946, para resolver problema familiar da última-dama D. Santinha Dutra. Atualmente a proposta tem 52,1% de aprovação contra 40,8%. Vamos voltar ao convívio dos países desenvolvidos ( EUA, França, Alemanha e mais de 100 outros) e deixar a companhia do Equador e 40 países islâmicos. Recentemente a plataforma State of Play publicou informações que indicam a existência de 979 cassinos nos EUA, com receita tributária de US$ 40,79 bilhões e a criação de 1,8 milhão de empregos.

PRODUÇÃO DE GRÃOS

Foi, de fato, excepcional a produção de grãos da China em 2018, chegando a 658 milhões de toneladas, a melhor marca mundial e representando mais que os resultados dos EUA e Brasil, juntos. Segundo dados agora divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas, esse resultado representa crescimento de 4,8 vezes o total apurado há 70 anos e serve para alimentar 20% da população mundial. Esse bom resultado foi obtido em apenas 9% do território cultivável por 600 mil fazendas familiares. Apesar da elevada produção de soja, milho e trigo, a China ainda é a principal importadora desses grãos, que vem da Argentina, EUA e Brasil.



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