Carlos Tavares: China sem analfabetos, para o STF o Estado não é laico e o senador melhor que o pai

EDUCAÇÃO

Em 1979, ao decretar a abertura econômica , Deng Xiaoping declarou que “a educação era a causa fundamental da nação”. Assim, decretou, também, o ensino obrigatório inicialmente por seis anos e, mais tarde, para nove anos, o limite atual. Paralelamente, a carreira de professor tornou-se uma das mais bem pagas e procuradas. Atualmente, com o total de 16,7 milhões de professores, dispõe a China da maior estrutura (e talvez a melhor) mundial de educação com 1,4 bilhão de habitantes, praticamente sem analfabetos. Recentemente, foram recrutados 510 mil professores graduados e enviados para escolas rurais de educação compulsória. Lá, pai que não põe o filho(a) no colégio é multado ou preso. Em outra tirada, Deng afirmou que “a alimentação de talentos na ciência e tecnologia começa na educação”.

ESTADO LAICO

A brilhante coleguinha Miriam publicou em sua coluna duas versões oficiais sobre o Estado laico. Na primeira o ministro Celso afirma que “só as leis dessa república laica merecem sua proteção ...” . Depois, em palanque, o presidente Jair disse que “não tem essa historinha de Estado laico não”. Afinal, o que o ministro Celso acha daquela imagem religiosa no salão do STF, acima dos brasões da República ?

CHINA BEM-VINDA

A longa entrevista dada pelo senador Bolsonaro à Radio China, em Pequim, representou uma espécie de estabelecimento de relações da família com o maior parceiro comercial/financeiro do Brasil. Preparando o terreno para a visita do presidente Jair, o senador foi simpático e objetivo : “É um país surpreendente e muito bem organizado”. Seguindo, afirmou :”O povo tem uma característica parecida como o povo brasileiro, como a receptividade e a atenção aos visitantes”. Referindo-se aos investimentos chineses para o desenvolvimento /criação de empregos, assinalou :”Então fico feliz que exista essa confiança da China com relação ao Brasil”. Ao finalizar, ao assegurar que o governo Bolsonaro nada tem contra a China, disse que “o fato de ser o filho do presidente trás essa responsabilidade”. Enfim, a entrevista do senador foi muito mais amena do que o discurso do presidente na ONU.



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