Comércio exterior: balança tem superávit de US$ 968 milhões na terceira semana de setembro

A balança comercial registrou superávit de US$ 968 milhões, na terceira semana de setembro de 2019, resultado de exportações no valor de US$ 4,422 bilhões e importações de US$ 3,454 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

No mês, as exportações somam US$ 14,097 bilhões e as importações, US$ 12,101 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,996 bilhão. No ano, as exportações totalizam US$ 162,736 bilhões e as importações, US$ 129,197 bilhões, com saldo positivo de US$ 33,540 bilhões.

Análise da semana

A média das exportações da terceira semana chegou a US$ 884,5 milhões, 8,6% abaixo da média de US$ 967,5 milhões até a segunda semana, devido à queda nas exportações de produtos manufaturados (-31,3%, de US$ 413,9 milhões para US$ 284,4 milhões), em razão, principalmente, de plataforma de exploração de petróleo, óleos combustíveis, gasolina, laminados planos de ferro/aço, máquinas e aparelhos para terraplanagem.

Por outro lado, cresceram as vendas de semimanufaturados (+13,2%, de US$ 99,9 milhões para US$ 113,1 milhões), em razão de açúcar em bruto, ferro fundido bruto, celulose, catodos de cobre, ferro-ligas, estanho em bruto, além de básicos (+7,3%, de US$ 453,7 milhões para US$ 487 milhões), por conta de petróleo em bruto, soja em grãos, café em grãos, minério de manganês, mármores e granitos em bruto ou desbastados.

Do lado das importações, houve queda de 20,1%, sobre igual período comparativo (média da terceira semana, de US$ 690,8 milhões, sobre média até a segunda semana, de US$ 864,7 milhões). O resultado é explicado, principalmente, pela diminuição nos gastos com cereais e produtos da indústria da moagem, siderúrgicos, equipamentos eletroeletrônicos, veículos automóveis e partes, adubos e lubrificantes.

Análise do Mês

Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana deste mês (US$ 939,8 milhões) com a de setembro de 2018 (US$ 1,010 bilhão), houve queda de 6,9%. O recuo foi devido à diminuição nas vendas de produtos semimanufaturados (-28,6%, de US$ 146,1 milhões para US$ 104,3 milhões), por conta de semimanufaturados de ferro/aço, açúcar de cana em bruto, celulose, ferro-ligas, couros e peles, e de básicos (-11,6%, de US$ 525,8 milhões para US$ 464,8 milhões), puxados, principalmente, por petróleo em bruto, soja em grãos, carnes bovina e de frango, café em grãos, bovinos vivos.

Por outro lado, aumentaram as vendas de produtos manufaturados (+12,7%, de US$ 329,0 milhões para US$ 370,7 milhões), por conta de plataforma de exploração de petróleo, gasolina, suco de laranja não congelado, laminados planos de ferro/aço, etanol.

Relativamente a agosto de 2019, houve crescimento de 10,3%, em virtude do aumento nas vendas de produtos manufaturados (+32,9%, de US$ 278,9 milhões para US$ 370,7 milhões). Por outro lado, diminuíram as vendas de básicos (-0,8%, de US$ 468,8 milhões para US$ 464,8 milhões) e semimanufaturados (-0,4%, de US$ 104,7 milhões para US$ 104,3 milhões).

Nas importações, a média diária até a terceira semana de setembro de 2019, de US$ 806,7 milhões, ficou 8,6% acima da média de setembro do ano passado, de US$ 742,9 milhões. Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com bebidas e álcool (+60,7%), equipamentos mecânicos (+4,9%), farmacêuticos (+4,8%), plásticos e obras (+2,9%) e químicos orgânicos e inorgânicos (+2,4%).

Ante agosto de 2019, houve crescimento de 14,0%, pelos aumentos em aeronaves e peças (+67,1%), adubos e fertilizantes (+11,3%), plásticos e obras (+11,0%), farmacêuticos (+10,7%) e equipamentos eletroeletrônicos (+8,4%).

(*) Com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia



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