Por dentro da estratégia do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE- Ministério da Economia)

O Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE), iniciativa do Governo Federal, busca difundir a cultura exportadora e contribuir para ampliar o número de exportadores brasileiros, por meio de uma rede de apoio a empresas formada por diversas instituições – públicas e privadas – que atuam no fomento às exportações brasileiras.

O principal papel do PNCE é organizar ações desenvolvidas por essas instituições de modo que sejam executadas de forma harmônica e encadeada, evitando duplicidades e sombreamentos, minimizando lacunas e, desta forma, otimizando os esforços.

O Plano conta com a participação de entidades nacionais, dos governos estaduais e distrital, além de diversas instituições regionais. São exemplos de instituições parceiras a própria Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Sebrae, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a Apex-Brasil, dentre vários outros.

A coordenação nacional do PNCE é feita pelo Ministério da Economia, e nas Unidades da Federação por Comitês Estaduais compostos pelos principais intervenientes no comércio exterior regionais.

Com o objetivo de melhor estruturar o atendimento às empresas brasileiras que buscam internacionalizar-se, o PNCE propõe um modelo de atendimento a ser adotado pelas instituições que compõem os seus Comitês Estaduais. Em linha com o principal objetivo do PNCE, a adoção deste modelo contribuirá para a organização da oferta de serviços oferecidos por estas instituições como forma de garantir que as empresas brasileiras sejam beneficiadas de maneira estratégica e assertiva em sua trajetória rumo ao mercado internacional.

O PNCE prevê o mapeamento de competências e requisitos para internacionalização das empresas atendidas, entrega de avaliação de maturidade internacional com detalhamento de pontos fortes e oportunidades de melhoria, e plano de ação personalizado.

A metodologia pretende conferir um padrão harmonizado de atendimento às empresas, a ser seguido pelas instituições parceiras do PNCE, conforme as etapas a seguir:

PERFIL EMPRESARIAL: A empresa preenche o seu perfil empresarial, informando suas características, competências e objetivos com a internacionalização. Com base em suas respostas, a empresa será analisada a partir de quatro dimensões (estratégia, gestão, mercado e operações).

AVALIAÇÃO DE MATURIDADE INTERNACIONAL: A avaliação de maturidade internacional identifica o estágio em que a empresa se encontra dentro do processo de internacionalização. É uma fotografia da empresa que apresenta suas potencialidades e oportunidades de melhoria a partir das quatro dimensões analisadas no Perfil Empresarial.

PLANO DE AÇÃO PARA INTERNACIONALIZAÇÃO: A empresa recebe um plano de ação personalizado com sugestões de ações a serem realizadas para alcançar o mercado internacional. Nele, estão expressas as ações prioritárias que devem ser tomadas com o objetivo de otimizar o processo de internacionalização. Para cada ação prioritária são sugeridos serviços de instituições que atuam no fomento à exportação.

ATENDIMENTO CONSULTIVO: A trajetória da empresa é acompanhada para auxiliar o alcance de seus objetivos. Caso os resultados estejam abaixo do esperado, os parceiros indicarão ações para corrigir o caminho.

Todas as empresas que finalizarem o preenchimento do Perfil Empresarial (etapa 1) receberão uma Avaliação de Maturidade Internacional (etapa 2).

A partir daí, uma das instituições parceiras do PNCE – integrante de Comitê Estadual local na Unidade da Federação de origem da empresa – será designada para efetuar a entrega do Plano de Ação para Internacionalização (etapa 3) e prosseguir com o atendimento consultivo (etapa 4).

O número de empresas atendidas no PNCE poderá variar em cada Unidade da Federação conforme capacidade de atendimento dos Comitês Estaduais.

Até o momento, parceiros integrantes dos Comitês em 10 estados já receberam capacitação do Ministério em como operar a metodologia: Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. A expectativa é que os 17 Comitês restantes sejam capacitados até o fim de 2020. Ainda, estima-se que os primeiros atendimentos a empresas começarão a acontecer a partir de fevereiro/março deste ano.

O momento de capacitação é de elevada importância, pois, além de aprenderem e se prepararem para a operacionalização da metodologia, é por meio dele que a parceria entre as instituições se consolida. É quando cada instituição começa a enxergar e definir o seu papel no PNCE e, também, quando se iniciam as discussões acerca das estratégias a serem adotadas em cada estado para o aumento da participação das empresas brasileiras no comércio internacional.

Por fim, destaca-se a relevância do engajamento dos parceiros para o bom funcionamento do PNCE. Sabe-se que cada um deles é essencial em uma ou mais etapas da trilha de internacionalização. Com o objetivo de assegurar que as empresas possam receber atendimento com qualidade e conhecer os serviços que têm à disposição para seguirem rumo ao mercado externo, o PNCE valoriza o relacionamento com instituições que demonstram comprometimento e que possuem o interesse comum de apoiar e incentivar essas empresas, como é o caso da FCCE.
Somente com a união de esforços, será possível evoluir, gerar mais cultura exportadora e trazer maior inserção internacional de empresas brasileiras.

Victor Maselli Neto é coordenador de Inserção Internacional de Empresas do Ministério da Economia.



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