Brasil deverá fechar o ano com o menor déficit na balança comercial com os EUA desde 2009

Uma combinação entre forte redução das importações (queda de -13,25% no período janeiro/setembro) e uma redução menos acentuada (-6,42%) nas exportações levará o Brasil a fechar o ano de 2016 com o menor deficit na balança comercial com os Estados Unidos desde 2009, quando a balança comercial gerou um saldo de US$ 4,430 bilhões para os americanos.

Nos oito primeiros meses do ano, o fluxo de comércio bilateral proporcionou aos EUA um superávit de US$ 651 milhões. Em todo o ano passado, os Estados Unidos obtiveram um saldo de US$ 2,391 bilhões nas trocas comerciais com o Brasil.

Dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) indicam que este ano deverá ser registrado o menor deficit na balança comercial com os Estados Unidos desde 2009.

Depois de ter atingido em 2013 o recorde histórico de US$ 11,365 bilhões, o superávit americano caiu para US$ 7,991 bilhões em 2014 e ano passado somou pouco mais de US$ 2,391 bilhões.

Apesar das quedas nas exportações brasileiras e americanas, os Estados Unidos continuam sendo o segundo principal país de destino das exportações brasileiras -atrás apenas da China- e aparecem como o maior fornecedor de produtos para o mercado brasileiro, seguidos pelos chineses.

Outro dado importante: ao contrário dos chineses, que importam do Brasil sobretudo produtos primários, de baixo valor agregado, a pauta exportadora para os Estados Unidos tem uma forte participação dos bens industrializados, como aviões, com uma participação de 60,9% em todo o volume embarcado pelo Brasil para a maior economia do planeta.

Segundo o MDIC, de janeiro a setembro, as exportações para os Estados Unidos somaram US$ 17,049 bilhões, com uma retração de -6,42% comparativamente com o mesmo período de 2015. A participação dos Estados Unidos nas exportações globais do Brasil atingiu o percentual de 12,2%.

Por produto, as vendas para os americanos foram lideradas por aviões, com uma receita no valor de US$ 1,96 bilhão, uma alta de 1,8% e participação de 11% no total vendido aos Estados Unidos. Outros produtos relevantes na pauta exportadora brasileira foram petróleo, que apesar da queda de -45,1% em relação ao ano passado gerau receita de US$ 858 milhões, com uma participação de 5% nas exportações brasileiras e café cru em grão, que mesmo com uma queda expressiva de -27,0%,s ainda assim geou uma receita de U$ 648 milhões, correspondentes a 3,8% do volume total exportado.

Os números do MDIC mostram ainda que os produtos industrializados lideram a pauta exportadora brasileira para os EUA, com vendas no montante de US$ 10,38 bilhões (responsáveis por 60,9% das exportações totais para os americanos). As vendas de produtos semimanufaturados totalizaram US$ 2,95 bilhões (participação de 17,3%) e as exportações de produtos básicos alcançaram a cifra de US$ 2,33 bilhões, correspondentes a 13,7% do volume exportado.



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