Comércio entre o Brasil e a Grécia inicia recuperação e tem o melhor desempenho desde 2014

Após três anos de queda, o fluxo de comércio entre o Brasil e a Grécia voltou a se recuperar este ano e apresenta alta (+11,69%) nas exportações brasileiras e um salto de +98,32% nos embarques de produtos gregos para o Brasil. Em termos numéricos, as vendas brasileiras totalizaram, até o mês de novembro, US$ 119 milhões e as exportações da Grécia atingiram a cifra de US$ 93 milhões. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Os números do MDIC mostram que o intercâmbio comercial entre os dois países ainda se encontra muito distantes do recorde histórico registrado em 2007, quando as trocas bilaterais totalizaram US$ 411 milhões. Entretanto, mesmo em nível ainda aquém das reais potencialidades das duas economias, o fluxo de comércio começa a dar sinais de recuperação e no período janeiro novembro as trocas bilaterais superaram com folga os montantes de US$ 165 milhões registrados em 2015 e US$ 205 milhões comercializados em 2014.

De janeiro a novembro deste ano, o aumento de 11,69% nas exportações brasileiras deveu-se ao crescimento de 15,3% nas vendas de produtos básicos, que geraram uma receita de US$ 94 milhões, correspondentes a 78,2% de todo o volume exportado para a Grécia. Ainda que em um percentual menor, também cresceram os embarques de bens semimanufaturados, que somaram US$ 22 milhões (aumento de 4,4% e participação de 18,1% nas exportações). Foram realizadas também operações especiais no montante de US$ 4 milhões (queda de 14,7% e participação de 3,51% no volume exportado), comparativamente com igual período de 2015.

A pauta exportadora brasileira para a Grécia foi liderada pelo café cru em grão, no total de US$ 71 milhões e alta de 42,7% sobre 2016. O produto foi responsável por 60% das vendas ao país europeu. Outros destaque nas exportações brasileiras foram minérios de alumínio (US$ 10 milhões e participação de 8,5% nas exportações), farelo de soja (US$ 5,5 milhões e participação de 4,7%), açúcar refinado (US$ 4,3 milhões e participação de 3,7%) e fumo em folhas (US$ 4,1 milhões, correspondentes a uma fatia de 3,5% no volume vendido à Grécia no período).

Pelo lado da Grécia, as vendas ao Brasil também estão muito distantes da cifra de US$ 115 milhões exportada em 2013, mas os embarques para o Brasil até novembro saltaram 98,32% para US$ 93 milhões. Em todo o ano de 2015, as vendas gregas ao Brasil ficaram em torno de US$ 42 milhões.

O principal destaque nas exportações gregas este ano ficou por conta das vendas de produtos manufaturados, no total de US$ 87 milhões. Essas vendas tiveram uma alta de 108,9% comparativamente com o período janeiro/novembro do ano passado, e responderam por 93,1% de todo o volume exportado pela Grécia ao Brasil. Também cresceram as exportações de produtos semimanufaturados, que geraram receita no total de US$ 2,2 milhões (aumento de 28,9% para US$ 2,2 milhões) e de produtos básicos, com um aumento de 12,2% e US$ 2,2 milhões em exportações.

O aumento de 277% nas vendas de naftas foi decisivo para o crescimento das exportações gregas para o Brasil. Até novembro, essas exportações geraram receita no valor de US$ 73 milhões e foram responsáveis por 78% dos embarques gregos para o Brasil. A relação dos principais produtos vendidos pela Grecia engloba ainda facas, navalhas, aparelhos de barbear e tesouras (US$ 2,6 milhões), azeite de oliva virgem (US$ 2,2 milhões) e obras de mármore e granito (US$ 2,2 milhões).



menu
menu