Ministro vê oportunidades de negócios para o Brasil com saída dos Estados Unidos do TPP

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, disse ontem (25) ver com preocupação a eventual adoção de medidas protecionistas pelo governo Donald Trump, mas que a que a saída dos Estados Unidos do Tratado Transpacífico de Comércio Livre (TPP, na sigla em inglês) pode ser uma oportunidade de novos negócios para o Brasil. Segundo Pereira, é preciso “fazer do limão uma limonada”.

Na última segunda-feira (23), Trump cancelou, por meio de decreto, a participação dos EUA no acordo destinado a estabelecer novas bases para as relações comerciais e econômicas de 12 países do Oceano Pacífico. O tratado prevê a redução de tarifas e o estímulo ao comércio para impulsionar o crescimento dos integrantes.

“Quando ele [governo norte-americano] sai do maior acordo de comércio do mundo, nós entendemos que, sobretudo na área do agronegócio, abre uma oportunidade grande para o Brasil. Mas também não só na área de agronegócio. Podemos avançar não só com os países, e esse será o nosso foco agora na área de comércio exterior, que compunham esse acordo, mas também vamos procurar avançar, na medida do possível, com o próprio Estados Unidos porque o Brasil não é o foco do presidente americano”, disse o ministro em entrevista antes da cerimônia de posse de 70 novos servidores do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), no Rio de Janeiro.

No entanto, Pereira disse que os sinais de fechamento da economia dos EUA são preocupantes e vão na direção contrária do movimento de abertura do Brasil e do Mercosul a novos acordos de livre comércio, entre eles com a União Europeia e com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

“Quando nós, nesta nova configuração do Mercosul, com o Brasil mais aberto, com a Argentina mais aberta, e com a suspensão da Venezuela [do bloco], começamos a nos voltar para negociar um acordo de livre comércio e negociar com o mundo, vem a maior economia do mundo se fechando; essa é a preocupação. No entanto, nós entendemos que podemos usar essas medidas de protecionismo do governo americano como uma oportunidade. É fazer do limão uma limonada. E aí avançar [nos acordos comerciais] com os outros países”, afirmou.

“Tivemos oportunidade de avançar no acordo Mercosul-União Europeia, no acordo Mercosul-EFTA e também vamos começar um diálogo com o Canadá e com outros países importantes para suprir o eventual fechamento da economia americana”, acrescentou o ministro.



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