Exportação cresce 67% em 12 anos mas o Brasil ainda ocupa posição modesta no ranking mundial

Apesar de ter aumentado em cerca de 67% suas exportações entre 2005 e 2016, o Brasil não figura entre os grandes players do comércio mundial, ainda que nesse período suas vendas externas tenham passado de US$ 118,5 bilhões para US$ 185,2 bilhões. Figurando entre as dez maiores economias do mundo, o Brasil ocupa um modesto vigésimo-segundo lugar na relação dos maiores exportadores do planeta, bem distante de países como o México, Singapura e Espanha, entre outros.

De acordo com dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), entre 2005 e 2016, o comércio internacional de bens cresceu 54,5%, passando de US$ 7,371 trilhões para US$ 11.389 trilhões. Nesse período a China saltou do terceiro para o primeiro lugar entre os maiores exportadores mundiais.

No intervalo de doze anos, as exportações chinesas passaram de US$ 546,4 bilhões para US$ 1,524 trilhão. Hoje, os chineses produzem 13,4% de todos os bens comercializados no planeta, contra apenas 7,4% em 2005. Com isso, o país veio a ocupar um posto tradicionalmente pertencente à Alemanha, que foi durante décadas a maior potência exportadora mundial.

Por outro lado, nos últimos doze anos, as exportações dos Estados Unidos tiveram uma alta de 62%, passando de US$ 664 bilhões em 2005 para US$ 1,075 trilhão no terceiro trimestre do ano passado (última cifra disponível na OMC), o que garantiu aos americanos a segunda posição no ranking dos maiores exportadores mundiais, à frente da Alemanha, que se manteve como terceira colocada.

De acordo com os dados da OMC, nesses doze ano a cota exportadora da Europa se reduziu em 5,6%. Em 2005, os países europeus foram responsáveis por 44,41% das exportações globais e em 2016 esse percentual caiu para 38,81%. Países como a França, o Reino Unido e a Bélgica expandiram seus embarques externos, em média, a uma taxa em torno de 20% e viram reduzida sua participação no ranking dos maiores exportadores globais.

Ainda segundo a OMC, nos últimos doze anos as muitas das nações exportadoras de bens tiveram desempenhos distintos no comércio internacional. A Índia, por exemplo, saltou da vigésima-sétima posição para a décima-nona; a Rússia caiu da décima-terceira para o décimo-oitavo lugar e a Argentina se manteve como a quadragésima-segunda maior exportadora do mundo. O grande destaque ficou por conta do México, que aumentou suas exportações em 76% nos últimos doze anos e se converteu no décimo-terceiro maior exportador do planeta.



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