EUA seguem como um dos maiores mercados para bens manufaturados exportados pelo Brasil

Brasília – Mesmo com a queda de 40,1% registrada no primeiro bimestre do ano, os Estados Unidos continuam sendo o principal mercado para os aviões produzidos e exportados pela Embraer para os mais diferentes países de todos os continentes. Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, as vendas de aeronaves para o mercado americano somaram US$ 192 milhões.

Mas ainda que muito importantes, os aviões são apenas um dos itens integrantes da pauta exportadora para aquele que é um dos principais mercados para os produtos industrializados brasileiros em todo o mundo. No período janeiro-fevereir, as exportações para os Estados Unidos totalizaram US$ 3,722 bilhões e os bens manufaturados foram responsáveis por 52,2% de todos os embarques, gerando receita no total de US$ 1,94 bilhão.

Para se ter uma ideia da importância dos Estados Unidos como consumidores de produtos brasileiros de maior valor agregado, basta lembrar que a China, o maior parceiro comercial do Brasil, importou nos dois primeiros meses do ano manufaturados brasileiros no valor de apenas US$ 257 milhões, com uma queda de 20,4% comparativamente com igual período de 2016.

Os produtos de maior valor agregado tiveram uma participação bastante modesta nas vendas para o país asiático, da ordem de apenas 4,12% no total embarcado. Por outro lado, os produtos básicos, e em especial três deles, petróleo, minérios de ferro e soja, responderam por 83,6% de todas as exportações brasileiras para a China.

De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), no acumulado janeiro-fevereiro, as exportações para os Estados Unidos cresceram 18,19% e somaram US$ 3,722 bilhões. Enquanto isso, as importações totalizaram US$ 4,265 bilhões (alta de 30,3%). No período, a balança comercial gerou um superávit de US$ 542 milhões para os americanos.

Por fator agregado, as exportações brasileiras apresentaram fortes altas em todos os segmentos. Em relação aos produtos básicos, a alta foi de 87,0% para US$ 829 milhões, enquanto as vendas de semimanufaturados cresceam 21,5% e somaram US$ 659 milhões. Ainda que em um percentual bem mais modesto, os embarques de bens industrializados tiveram um aumento de 1,9% para US$ 1,94 bilhão. Aumento importante foi registado também nas exportações denominadas operações especiais, com uma elevação de 13,1% e receita no montante de US$ 292 milhões.

Em relação a produtos, o petróleo liderou a pauta exportadora para o mercado americano, graças a uma alta de 270,6%, e os embarques totalizaram US$ 507 milhões, com uma participação de 14,0% no volume total enviado ao mercado americano. Aumentos igualmente relevantes foram registrados nas exportações de semimanufaturados de ferro ou aços (alta de 60,9% e receita de US$ 232 milhões), avões (aumento de 40,1% para US$ 192 milhões) e café cru em grão (acréscimo de 9,0%e receita de US$ 158 milhões).

Do lado americano, o destaque ficou por conta da participação de 93,8% dos produtos industrializados nas exportações para o Brasil, com uma receita da ordem de US$ 4 bilhões. Já os produtos básicos, responsáveis por apenas 4,2% das vendas, tiveram uma alta de 34,2% e geraram US$ 211 milhões em receita.

Apesar do predomínio dos produtos manufaturados na pauta exportadora americana, a relação dos produtos vendidos ao Brasil foi liderada pelo óleo diesel. As exportações tiveram uma forte alta de 347,6% para US$ 716 milhões e foram responsáveis por 17% de todo o volume embarcado pelos Estados Unidos para o Brasil. Também merece destaque a participação das partes de motores e turbinas para aviação, com um aumento de 53,5% e uma receita no montante de US$ 372 milhões.



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