Universalizar saneamento renderia ao Brasil economia de R$ 537 bilhões

Se todo o povo brasileiro tivesse acesso à água tratada e aos serviços de esgotamento sanitário entre 2015 e 2035, R$ 537 bilhões seriam economizados. Dinheiro que poderia ser usado para construir hospitais, escolas, gerar mais empregos e ganhos ao meio ambiente. O retorno financeiro é quase o dobro do que se prevê para a universalização no mesmo período: R$ 317 bilhões.

O estudo, produzido pelo Instituto Trata Brasil, usou como base dados do IBGE e do governo federal. O presidente do ITB, Édison Carlos, disse que o levantamento foi apresentado na Casa Civil e causou espanto aos membros do governo Michel Temer.
"Nesse estudo a gente quis mostrar um outro lado da importância do saneamento, que é o retorno que ele traz aos municípios, Estados e ao País. Muitas autoridades não querem investir em saneamento porque encaram como um custo, como uma obra cara. E o estudo mostra o contrário, que é um grande investimento. A cada R$ 1 mil aplicados em saneamento, retorna R$ 1,7 mil à sociedade em benefícios sociais e econômicos".

A área que mais ganharia com a expansão do saneamento é a imobiliária. O estudo projeta um ganho de mais de 270 bilhões de reais em valorizações para o setor em 20 anos. No turismo, 24 bilhões retornariam em renda para trabalhadores, lucro das empresas hoteleiras e impostos aos governos. O destaque, no entanto, é a saúde, que segundo o economista e coordenador da pesquisa, Fernando Garcia de Freitas, economizaria cerca de R$ 90 bilhões.

"A gente vai economizar em internações porque as infecções serão menores e a gente vai economizar em remédios. Agora, a principal economia é que o trabalhador vai se afastar menos do trabalho. Ele vai ter uma maior produtividade. Essa produtividade do trabalho também é um efeito de saúde. O trabalhador saudável ele é mais produtivo e rende mais à sociedade".

Em 2015, 6,5 milhões de trabalhadores ficaram afastados do serviço por problemas relacionados à falta de saneamento. O índice poderia cair para 5 milhões em 2035, o que geraria uma economia de R$ 142 milhões.

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o SNIS, mais de 100 milhões de brasileiros ainda não têm coleta de esgoto e 34 milhões permanecem sem acesso à água tratada. Embora a meta do governo federal seja a de garantir os serviços a todos até 2033, já é consenso entre especialistas que a universalização ficará para depois de 2050.

Se todo o povo brasileiro tivesse acesso à água tratada e aos serviços de esgotamento sanitário entre 2015 e 2035, R$ 537 bilhões seriam economizados. Dinheiro que poderia ser usado para construir hospitais, escolas, gerar mais empregos e ganhos ao meio ambiente. O retorno financeiro é quase o dobro do que se prevê para a universalização no mesmo período: R$ 317 bilhões.

O estudo, produzido pelo Instituto Trata Brasil, usou como base dados do IBGE e do governo federal. O presidente do ITB, Édison Carlos, disse que o levantamento foi apresentado na Casa Civil e causou espanto aos membros do governo Michel Temer.

"Nesse estudo a gente quis mostrar um outro lado da importância do saneamento, que é o retorno que ele traz aos municípios, Estados e ao País. Muitas autoridades não querem investir em saneamento porque encaram como um custo, como uma obra cara. E o estudo mostra o contrário, que é um grande investimento. A cada R$ 1 mil aplicados em saneamento, retorna R$ 1,7 mil à sociedade em benefícios sociais e econômicos".

A área que mais ganharia com a expansão do saneamento é a imobiliária. O estudo projeta um ganho de mais de 270 bilhões de reais em valorizações para o setor em 20 anos. No turismo, 24 bilhões retornariam em renda para trabalhadores, lucro das empresas hoteleiras e impostos aos governos. O destaque, no entanto, é a saúde, que segundo o economista e coordenador da pesquisa, Fernando Garcia de Freitas, economizaria cerca de R$ 90 bilhões.

"A gente vai economizar em internações porque as infecções serão menores e a gente vai economizar em remédios. Agora, a principal economia é que o trabalhador vai se afastar menos do trabalho. Ele vai ter uma maior produtividade. Essa produtividade do trabalho também é um efeito de saúde. O trabalhador saudável ele é mais produtivo e rende mais à sociedade".

Em 2015, 6,5 milhões de trabalhadores ficaram afastados do serviço por problemas relacionados à falta de saneamento. O índice poderia cair para 5 milhões em 2035, o que geraria uma economia de R$ 142 milhões.

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o SNIS, mais de 100 milhões de brasileiros ainda não têm coleta de esgoto e 34 milhões permanecem sem acesso à água tratada. Embora a meta do governo federal seja a de garantir os serviços a todos até 2033, já é consenso entre especialistas que a universalização ficará para depois de 2050.



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